Home Office Híbrido: Como funciona, vantagens, desvantagens e regras

Trabalho home office híbrido com rotina organizada e laptop

O que é home office híbrido? 

O conceito de home office híbrido vem ganhando cada vez mais destaque no mundo corporativo, especialmente após as transformações provocadas pela pandemia. Basicamente, o home office híbrido consiste em um modelo de trabalho que combina dias de atividade remota com dias presenciais na empresa. Essa modalidade busca unir o melhor dos dois mundos: a flexibilidade do trabalho em casa e a colaboração direta do ambiente físico. 

Esse sistema permite que colaboradores organizem sua rotina de acordo com as demandas pessoais e profissionais, garantindo maior autonomia e qualidade de vida. Além disso, o home office híbrido promove uma adaptação às necessidades das empresas que desejam manter a produtividade sem abrir mão do contato interpessoal. 

Historicamente, o regime híbrido surge como uma evolução do trabalho remoto tradicional, trazendo uma alternativa que responde às limitações do home office completo, como isolamento social e dificuldades na comunicação. Assim, o modelo híbrido torna-se uma solução estratégica para o futuro do trabalho. 

O que é a jornada híbrida de trabalho? 

A jornada híbrida de trabalho refere-se ao formato de distribuição das horas laborais entre o ambiente remoto e o presencial. Em outras palavras, trata-se da divisão da rotina entre o home office e a sede da empresa, que pode variar conforme as políticas internas, o perfil da equipe e as tarefas desempenhadas. 

Essa jornada pode ser estruturada de diferentes formas, como dias fixos de presença na empresa alternados com dias de trabalho remoto ou um modelo flexível em que o colaborador escolhe onde atuar conforme suas demandas. O importante é que haja equilíbrio entre eficiência e bem-estar. 

Do ponto de vista psicológico, a jornada híbrida ajuda a reduzir o desgaste mental e o estresse do deslocamento diário, promovendo melhor gestão do tempo e maior satisfação profissional. Contudo, exige disciplina, planejamento e comunicação eficaz para evitar ruídos e garantir a continuidade das atividades. 

Comunicação remota no sistema de trabalho híbrido

Como funciona o regime híbrido? 

O regime híbrido funciona como um sistema de trabalho flexível, onde o colaborador alterna entre o escritório e sua casa, conforme regras estabelecidas pela empresa. Normalmente, a organização define quantos dias por semana ou por mês o profissional deverá comparecer presencialmente. 

Essa alternância visa balancear produtividade e engajamento, aproveitando os benefícios do trabalho remoto, como conforto e economia de tempo, e do presencial, como a interação direta e o alinhamento rápido entre equipes. 

Além disso, o regime híbrido requer infraestrutura tecnológica adequada para que o trabalhador remoto acesse sistemas corporativos com segurança e mantenha a comunicação ativa com colegas. As políticas de governança e compliance também precisam contemplar esse novo formato, garantindo direitos e deveres de ambas as partes. 

O que é trabalhar em sistema híbrido? 

Trabalhar em sistema híbrido significa desempenhar suas funções profissionais em ambientes distintos, alternando entre o escritório e o home office. Esse sistema promove flexibilidade, mas também demanda responsabilidade para cumprir metas e prazos independentemente do local. 

Ao adotar esse sistema, o trabalhador precisa adaptar sua rotina, estabelecendo limites claros entre o trabalho e o descanso para evitar a sobreposição de tarefas. É importante que ele mantenha uma comunicação constante com a equipe para garantir alinhamento e sinergia. 

Sob o ponto de vista organizacional, o sistema híbrido é uma resposta às novas demandas do mercado e à busca por modelos mais humanizados, que valorizam a autonomia e a qualidade de vida do colaborador sem abrir mão dos resultados. 

Comparação da produtividade no home office híbrido

O que é o horário de trabalho híbrido? 

O horário de trabalho híbrido é a programação definida para que o colaborador cumpra sua jornada em casa e no escritório. Esse horário pode ser fixo ou flexível, dependendo do acordo entre empresa e empregado, e busca garantir que as demandas sejam atendidas dentro dos prazos. 

Frequentemente, o horário híbrido envolve blocos de tempo dedicados ao trabalho presencial, intercalados com períodos remotos, otimizando a produtividade. Essa divisão permite, por exemplo, realizar reuniões presenciais mais estratégicas e tarefas individuais em home office. 

O horário híbrido também traz desafios, como o equilíbrio entre horários de trabalho e de descanso, e a necessidade de autocontrole para evitar excessos ou dispersão, especialmente quando o colaborador está em casa. 

Quais são as desvantagens do trabalho híbrido? 

Embora o trabalho híbrido apresente muitos benefícios, algumas desvantagens podem surgir. Entre elas, destaca-se a dificuldade em manter a comunicação clara e constante entre equipes, especialmente quando parte do time está remota e outra parte presencial. 

Outro ponto é o risco de desigualdade no tratamento de funcionários, com alguns se beneficiando mais da flexibilidade e outros enfrentando sobrecarga ou sensação de isolamento. Além disso, a gestão remota pode ser um desafio para líderes que não estão acostumados a acompanhar o desempenho à distância. 

Problemas técnicos, como falhas de conexão e limitações na infraestrutura de home office, também podem impactar a produtividade. Por fim, a falta de um espaço adequado para o trabalho em casa pode comprometer o conforto e a concentração. 

Quais são as regras para o trabalho híbrido? 

As regras para o trabalho híbrido devem estar claras no acordo entre empresa e colaboradores, garantindo direitos e deveres de ambas as partes. Normalmente, as políticas incluem definição de dias presenciais, horários, responsabilidade com equipamentos e manutenção da confidencialidade. 

Também é importante estabelecer normas sobre a comunicação, uso das ferramentas digitais e controle de jornada, assegurando transparência e organização. Essas regras ajudam a evitar conflitos e promovem um ambiente de trabalho saudável e produtivo. 

Além disso, a legislação trabalhista pode impor requisitos específicos para garantir segurança e saúde no trabalho, mesmo em home office, sendo fundamental que a empresa esteja alinhada a essas exigências. 

O que significa horário híbrido? 

O termo horário híbrido se refere à programação que combina períodos de trabalho presencial com momentos remotos. Essa forma de organizar o tempo é flexível e adaptável às necessidades tanto do empregador quanto do colaborador. 

Por exemplo, o colaborador pode trabalhar das 9h às 14h no escritório e das 15h às 18h em home office, ou ainda escolher os dias em que estará presencialmente, conforme acordado previamente. Esse modelo valoriza a autonomia e a gestão eficiente do tempo. 

O horário híbrido reflete uma mudança cultural importante, na qual o foco está no cumprimento de metas e resultados, e não apenas no controle de presença física

Planejamento da jornada híbrida de trabalho

Quais são as vantagens do trabalho híbrido? 

O trabalho híbrido oferece inúmeras vantagens para empresas e colaboradores. Entre as principais, está a flexibilidade para equilibrar vida pessoal e profissional, o que aumenta a satisfação e reduz o estresse. 

Além disso, o modelo pode elevar a produtividade, pois permite que o trabalhador escolha o ambiente mais adequado para cada tarefa, seja um espaço colaborativo no escritório ou a tranquilidade do home office. 

Outro benefício importante é a redução de custos, tanto para empresas (com menos uso de infraestrutura) quanto para funcionários (economia de transporte e alimentação). Ainda, o trabalho híbrido favorece a inclusão de pessoas que têm dificuldades para deslocamento ou precisam de horários flexíveis. 

Tabela resumindo vantagens e desvantagens do trabalho híbrido: 

Vantagens Desvantagens 
Flexibilidade na rotina Comunicação pode ser prejudicada 
Maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional Risco de desigualdade entre colaboradores 
Economia de tempo e recursos Desafios na gestão remota 
Aumento da produtividade Dependência de tecnologia 

Significando Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal

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Definindo Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal 

No artigo anterior, intitulado “A Vontade e os Princípios”, falei sobre o primeiro grupo essencial onde coloquei a Vontade, os Valores e os Princípios. Afirmei que o indivíduo deve abstrair tais conceitos para si, personalizar e definir suas bases estruturais a partir deles. Essa é a atividade primeira para que ele possa iniciar sua jornada de vida de forma independente e correta. Tendo isso pronto, ele deverá seguir considerando os conceitos identificados no segundo grupo: o de Autoconhecimento e o Desenvolvimento Pessoal. 

Começo pelo Autoconhecimento com sua definição: conhecimento de si próprio, incluindo suas características, qualidades, imperfeições, sentimentos e tendências. Observe a definição e perceba a dificuldade. Vamos ser verdadeiros e deixar toda a hipocrisia de lado. É de uma dificuldade absurda olhar para si mesmo e definir uma lista honesta a respeito das próprias características. Mas é justamente isso que precisamos fazer e de forma urgente.  

Começando com a parte do “Auto”, significa que só o indivíduo pode definir sua lista de características. Pense nisso: o que você mesmo, sem ajuda de ninguém pode dizer sobre você mesmo? Não é como um amigo próximo, sua mãe, seu irmão, filho ou esposa construírem uma lista sobre você e suas características. Sem mentiras e hipocrisia, o que você sabe sobre você mesmo?  

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Definindo suas próprias características 

Liste agora suas características, suas qualidades, imperfeições e sentimentos. Tem coragem? Tem que ter. Esse é o seu dever para que possa levantar informações suficientes e saber se está de acordo com seus princípios e valores. É disso que estou falando. Será que o que você sabe sobre si mesmo é suficiente e coerente? Faz sentido com o que realmente vive, pensa e pratica no dia a dia?  

Para fazer esse exercício, junte tudo o que tem. Sua escolaridade, nível de instrução, sua bagagem de vida, suas habilidades de fato, todos os seus trabalhos, seus feitos, suas realizações, não aquilo que planejou e abandonou porque não conseguiu, mas aquilo que conseguiu fazer e que produziu efeitos reais. O que você aprendeu, o que sabe, conhece e pode confirmar como sendo conhecimento aprendido e enraizado. 

Isso tudo serve para uma coisa: autoconhecimento. Em toda a vida, o que você sabe? Quais os conhecimentos você tem que definem sua qualificação do mundo? Em que lugar você está em comparação com os demais, em comparação com a sociedade ou a humanidade? Essa informação te coloca em um lugar no mundo, consegue entender isso?  

Onde você está nisso tudo? 

É necessário e fundamental que o indivíduo saiba onde está em relação aos demais e à sociedade, sabe o porquê? Justamente para que se posicione com certeza e clareza, em qualquer meio, seja no seio familiar ou social. Conhecer a si mesmo define o valor da sua posição, das suas ideias e até da sua importância e influência no seu ciclo de vivência. O que afirmando é que, dependendo do que o indivíduo sabe, pensa e, principalmente, a forma como se comporta, está ligado diretamente ao que sabe, pensa e faz.  

Ao contrário do que possa parecer, isso não é depreciante, ofensivo ou diminuente, mas sim a verificação de uma verdade fática. O indivíduo precisa saber onde está, em relação a si, primeiramente, depois em relação com a família e com a sociedade. Não ter ciência disso é prejudicial de muitas formas, pois cada pessoa emite, o tempo todo suas opiniões e sentimentos. Também, através de seus comportamentos, influenciam os demais de várias formas, conscientemente ou não. É só imaginar que pessoas próximas o ouvem, se inspiram e até tomam suas palavras como ideologias.  

Perceba a força de impacto que é uma pessoa que não sabe nem o que é, o que pensa e o que sabe espalhando ideias, valores e condutas. Isso é comum pois isso é a vida. Imagine os comportamentos de manada que evidenciamos atualmente. Ou seja, aquele que não sabe o que é; e não sabe o que fala, quando espalha aos quatro ventos suas filosofias, o estrago é grande. Percebe a responsabilidade? Pois é, a maioria esmagadora ignora. 

O Desenvolvimento Pessoal 

Uma vez que já temos agora a ciência da importância do autoconhecimento, é hora de falarmos sobre o passo à frente: o Desenvolvimento Pessoal. Começo pela definição: Conjunto de técnicas e conhecimentos que visa melhorar a qualidade de vida e desenvolver as habilidades pessoais de cada pessoa, contribuindo com a construção do conhecimento humano e a realização de sonhos e aspirações”. 

Considerando o que falei no artigo anterior e o que apresentei até aqui sobre autoconhecimento, na sequência do raciocínio lógico temos que: O indivíduo tem ciência que é um ser existente e consciente, tem princípios e valores definidos e se conhece bem ao ponto de se posicionar em relação a si próprio e à sociedade. Para sua caminhada de uma vida boa só é necessário agora: 

  • Um conjunto de técnicas; 
  • Conhecimentos; 
  • Habilidades pessoais; 
  • Construir; 
  • Realizar. 

São muitos os conceitos de desenvolvimento pessoal, mas este é simples e reúne bem os requisitos, pois as outras definições dirão quase que a mesma coisa, porém com palavras distintas. 

Agora é hora de o indivíduo buscar no mundo aquilo que ele ainda não tem. Para qualquer caminho que ele decida ir, precisará dessa lista de coisas. É adquirindo tal lista de características ou propriedades, de forma cíclica e cumulativa, que ele viverá e existirá. A quantidade e a qualidade do conhecimento adquirido, e a devida aplicação na prática, determinarão a revisão de seus princípios, de seus valores, de forma que isso o guiará nas suas conquistas e realizações. Evidentemente, toda essa carga de conhecimento e sua aplicação na vida, contribuirá para o mundo assim como diz a definição. Desenvolvendo bem a si próprio, toda a sociedade se beneficiará. É assim que é. 

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A necessidade de esforço e dedicação 

Mas não é tão simples assim. Desenvolvimento pessoal demanda estudo pesado, dedicação, esforço. É necessário gasto considerável de energia do indivíduo para conquistar o conhecimento; primeiro de si mesmo e, consequentemente, dos conhecimentos do mundo. Quanto melhor o indivíduo se conhece, fez o trabalho de casa de se conhecer, o caminho de estudos e aquisição de conhecimento será melhor, mais definido. Porém, isso só não extingue a dor, sofrimento e o trabalho do desenvolvimento, pois ele nunca termina. 

No mundo atual, da era da informação livre, gratuita e descentralizada pode até parecer que o indivíduo encontrará um caminho mais fácil para efetivar seu desenvolvimento, seja ele educacional, cultural e/ou tecnológico. Na verdade, o acesso à informação está sim mais fácil que em outras épocas, entretanto, os caminhos e possibilidades se multiplicaram, criando um excesso de opções a seguir. Sem contar no aumento da concorrência qualitativa nas profissões e áreas de realizações. 

Mesmo assim, o indivíduo pode, hoje, independentemente da sua escolha, acessar todo o conhecimento da humanidade. Desde o conhecimento filosófico, histórico, psicológico e tecnológico até os conhecimentos transcendentais milenares. Escolhendo seu caminho, ele poderá adquirir todo conhecimento que precisa para evoluir como pessoa, individualmente e socialmente. E com todo conhecimento adquirido, vai se renovando, reciclando e evoluindo cada vez mais. 

Assim é o desenvolvimento pessoal. De dentro para fora. Do indivíduo para a sociedade e vice-versa. A sociedade será tão boa quanto são bons seus indivíduos. A sociedade é formada por indivíduos e estes, formados por seus conhecimentos, princípios e valores. Boas pessoas formam boa sociedade, conquanto, boas sociedades fornecem bons ambientes para a contínua formação de boas pessoas. A relação é cíclica e contínua. 

Evolução ou estagnação 

Não é possível que uma pessoa passe pela vida sem algum nível de evolução pessoal. Mesmo que não busque instrução e saber, uma pessoa não morre, depois de uma vida adulta, sem que não houvesse aprendido nada. Pode haver estagnação, mas sempre após um ponto em que já houve certa evolução a partir do nascimento. Sendo o desenvolvimento pessoal inevitável em algum nível, então que aconteça da melhor forma possível que o indivíduo busque instrução e evolução através dos estudos, da observação, da ação e aplicação dos conhecimentos adquiridos. Só assim poderá construir e realizar, para si e, consequentemente, para os seus e para a sociedade. 

Com este artigo, eu concluo minhas observações a respeito daquilo que considero ser fundamental para que uma pessoa se reconheça, se defina e passe por esta vida de forma boa e produtiva. Isso passa por estudar, compreender e definir sua vida, baseados nos conceitos de Vontade, Princípios, Valores, Autoconhecimento e Desenvolvimento pessoal.  

A meu ver, esses conceitos funcionam como uma linha lógica, e que cada ser deve entender o que significam e, a partir daí, internalizar e estabelecer suas bases para que seja possível o enfrentamento da vida como um todo. Quanto mais tarde fizermos esse exercício de definição, mais difícil e confuso será o caminho. Mas existem ferramentas efetivas que podemos usar para nos ajudar. Ao estudar e buscar conhecimento, qualquer pessoa perceberá que tudo que precisamos já foi pensado, testado, julgado e amplamente registrado. A filosofia e psicologia são exemplos disso. E são essas ferramentas que vou abordar em artigos subsequentes. 

Acessem e leiam os demais artigos aqui do Blog e vamos caminhar juntos nos bons caminhos do desenvolvimento pessoal. Seja em textos ou em vídeos, sempre irei compartilhar e devolver, de alguma maneira, o que acho que possa a alguém ajudar. 

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A Vontade, os Princípios e os Valores

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A superficialidade do Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal na atualidade 

Meu nome é Rodrigo, criador do blog, do canal no YouTube e das redes sociais do Veja Claramente. Meu objetivo é tratar de assuntos sobre autoconhecimento e desenvolvimento pessoal através de artigos e vídeos. Eu mesmo escrevo os artigos, faço a narração, produzo e edito os vídeos sobre eles. Na maioria dos artigos eu apenas narro os artigos e em outros eu faço apenas uma discussão aberta sobre os temas escritos. Esse artigo vai apresentar uma discussão importante, pois será o primeiro de vários em que vou discorrer sobre o tema e as aplicações reais no cotidiano. 

Autoconhecimento e desenvolvimento pessoal são temas perdidos atualmente, tratados sem importância quase nenhuma, de forma até pejorativa e com visão distorcida, apesar de amplamente divulgados. De primeira mão você pode discordar de mim, porque é um dos assuntos mais disseminados por aí, então como assim é um assunto perdido? Não tiro a razão desse argumento, mas eu vou afirmar novamente que são temas esquecidos e desconhecidos, vou insistir na minha visão, na verdade.  

A indústria que esvazia o sentido do Desenvolvimento Pessoal 

O que se tem, na verdade, é todo um ecossistema comercial ao redor dessas duas palavras, ou do que elas significam e, principalmente, do potencial comercial. Uma indústria gigantesca de produtos e serviços orbitam essas duas palavras tirando delas todo significado primordial. E é isso que pretendo demonstrar. O que se conhece mesmo são os produtos, os meios, os derivados, os tratamentos, os remédios, os profissionais etc. É como se elas representassem uma doença a ser curada ou uma síndrome a ser tratada em hospitais e clínicas psiquiátricas. E me desculpe com as opiniões contrárias, isso está errado. 

O ecossistema empregado para autoconhecimento

O ecossistema ao redor de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal se tornou tão enfadonho que ninguém tem mais paciência, saco ou disposição para refletir sobre o que significa. Se tornou um tema tão batido que, ao falar sobre isso, qualquer um já pensa imediatamente apenas em meditação, ioga, autoajuda, medicina alternativa e coisas assim. Observe bem e veja se isso indica ou não apenas uma indústria de produtos e serviços que deve ser imediatamente consumido.  

Não que isso seja de todo ruim, não é isso, pois esse tema vai esbarrar sim, em algum momento, em questões de saúde mental, física, emocional e espiritual, não tenho dúvidas disso. A questão é o foco no que essas palavras realmente significam na vida de ser humano; a essência fundamental que elas carregam. Os significados desses ternos são nobres, representam um norte, servem como guias para a definição de individualidade, rumo e direcionamento para as pessoas e para a humanidade, consequentemente. 

Vontade, Princípios e Valores: A base estrutural do ser humano 

Autoconhecimento e desenvolvimento pessoal estão intimamente ligados ao que chamo de Vontade e Princípios que todo ser humano deve tem em si, como elementos vitais e essenciais para a vida, e não só para o passar pela vida como se significassem uma modinha fitness que dá uma sensação que está tudo certo e limpinho, mas sim como a base inicial de uma vida minimamente considerada boa. Ou seja, vontade de ser, de existir; pré-condição de força de vida. Essa vontade se soma aos princípios também vitais, aos quais um ser humano precisa ter gravado em sua alma, em seu ser. 

Contexto usado para Princípio

No contexto que exponho aqui, os princípios são aquilo que tem que ser em seu significado natural: um conjunto de regras definidoras de caráter, de credo, de crenças, um estabelecimento mínimo de fortes referências significativas para o ser e que o conduzirá em um caminho em toda sua existência. Percebe-se facilmente que não se trata apenas de uma questão de autoajuda com práticas de alongamento e meditação no parque no domingo à tarde. É muito mais que isso. 

Para mim, e é o que tento passar com o meu trabalho no Veja Claramente, a visão, significado e compreensão é a seguinte: todo ser humano, a partir do momento na sua vida em que perceba ser necessário sua definição como ser independente e que, agora, os rumos da sua existência estão em suas mãos, é primordial que ele tenha claro na sua mente essa seguinte relação: 

VONTADE -> PRINCÍPIOS -> VALORES -> AUTOCONHECIMENTO -> DESENVOLVIMENTO PESSOAL 

Não é o caso de analisar, apenas de forma hierárquica, o valor desses conceitos ou a importância de um sobre o outro. O que quero expressar é a ligação fundamental, de forma estrutural, entre eles e a necessidade de entender a sequência lógica, a presença e a aplicabilidade dessa estrutura, para uma vida boa ou considerada boa para que um ser humano esteja realmente pronto para seguir em frente. 

Organizando os conceitos em grupos 

Para fazer essa ligação lógica, vou separar em dois grupos: de um lado, consideremos a Vontade, os Princípios e os Valores num grupo de elementos e significados que penso ser primordiais, primários, como se eles formassem juntos a base estrutural do ser. De outro lado, o grupo formado pelos significados e importância dos elementos Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal. Nesse segundo grupo, encontram-se as ideias e conceitos que fazem parte das escolhas do indivíduo.  

Sim, pois ele pode escolher não se importar com nada isso, nem com conhecimento e muito menos desenvolvimento. Ele, o indivíduo, pode simplesmente ignorar essas coisas em suas reflexões e na construção do seu ser. No primeiro grupo, ele certamente não poderá ignorar muita coisa, pois querendo ou não, são conceitos e significados alheios a sua mera escolha. Um artigo falando sobre isso em nível da psicologia pode tratar sobre. Vemos isso depois. Neste momento, vamos sintetizar o que significam os conceitos e seus papeis na constituição do ser e a importância de levá-los em consideração o quanto antes na vida. 

Grupo 1: Grupo fundamental

No grupo um, temos a Vontade, os Princípios e os Valores, como dito antes. Dentre os 3, a Vontade é uma força existencial ou uma condição natural do ser humano, onde o simples fato de estar vivo e respirando já é a manifestação da “Vontade” da criação, da natureza, de algo maior e anterior. Não é possível a negação dessa força uma vez que é fato que o ser vive, existe, está consciente e ciente da sua existência, pensa, é, está e ponto. Se ele ignora isso e vive remoendo esse fato, isso é alvo de outra discussão existencial anterior a entender o que significa princípios e valores, muito menos autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Em outra ocasião, podemos aprofundar mais, e para isso precisaremos de mais filosofia e psicologia. Então, vamos focar nos princípios e valores. 

Como os Valores avaliam a consistência dos Princípios 

Princípios e valores formam a base para que qualquer indivíduo saia de um ponto zero para qualquer outro lugar. A construção da sua personalidade está condicionada na estrutura dos seus princípios e valores. Seu comportamento consigo e com a sociedade vai depender dessa construção. E acredite, isso afetará tudo e todos ao seu redor. 

Os Princípios

Os princípios de um indivíduo devem ser seu alicerce e devem estar bem gravados em sua estrutura, por isso devem ser poucos. Se uma pessoa tem muitos princípios e eles são mutáveis, voláteis, não poderão ser classificados como princípios, certo? Não faz nem sentido ser assim. Eles devem ser a expressão do que há de melhor em um indivíduo, baseados em virtudes que o ser deve perseguir.  

Os princípios devem ser aquilo que não traz vergonha, mas orgulho; que não podem ser negociados a nenhum preço, sob pena de desonra e humilhação pessoal. E se em caso alguém considerar que uma pessoa pode não sentir a necessidade de ter princípios ou que entenda e aceite princípios ligados ao que é baixo, amoral, ruim ou mal, então estamos falando de um ser não normal, que precisa de ajuda urgente. 

Os Valores

São os elementos que darão ao indivíduo a capacidade de mensurar quão forte são os seus princípios. Os valores são como um conjunto de variáveis que o indivíduo internaliza, como ideias, sentimentos, pensamentos e até emoções. O conjunto de valores partem dos princípios e a importância dada a cada um deles e como a pessoa os relacionam, determinará se o conjunto de princípios desse mesmo indivíduo é quebrável, sustentável ou consistente, pois valores derivam dos princípios. É certo que valores podem mudar mais facilmente que princípios, pois muitas das variáveis que compõe os valores são emocionais, psicológicos e dependem de contextos culturais e pessoais, do conhecimento e experiências adquiridos durante as vivências e experiências do ser. 

A importância dos Princípios na construção da identidade 

Então, antes de passarmos para frente, temos que, primeiramente, o indivíduo deve se estabelecer e entender sua unidade no mundo, que está vivo, que existe por uma vontade maior, compreendendo isso ou não. Ademais, deve entender que, para seguir na vida ele deve estabelecer o que é, quem é, quais os princípios e valores que nortearão sua caminhada nessa vida. É então, neste momento, que eu indico que a pessoa deve parar, dar um passo atrás, alinhar seus pensamentos e gastar tempo na resolução e definição das suas bases fundamentais.  

Quais são meus princípios? Quais meus valores? Qual é a medida qualitativa ou quantitativa para cada um? O que está disposto a revisar, trocar de lugar ou de ordem ou importância? Quais deles está disposto a perder ou ganhar? Qual o preço? (Nesse momento o indivíduo começa a definir certa hierarquia de importância aos termos, uma vez que estão internalizados e personalizados). Essas são as perguntas a serem respondidas, registradas, gravadas nos alicerces pessoais. Nesse momento, o indivíduo deverá usar todo conhecimento e bagagem que tem, seja educacional, cultural, intelectual etc. Deverá usar tudo que tem e empenhar todo esforço necessário para definir as bases. Além de saber que deverá ficar atento sempre na medida e acompanhamento dessas bases, com o fim de verificar se está no rumo certo ou não. 

Preparando o caminho para o Autoconhecimento verdadeiro 

Vimos até aqui que o indivíduo deve reconhecer sua existência e individualidade no mundo, a partir de uma vontade maior e anterior. Depois, deve estabelecer seus princípios e valores. Após isso ele estará pronto para iniciar sua caminhada como um ser independente, trilhar seu caminho e fazer sua história. Só isso já é mais que suficiente para discussão de muitos fatores. Mas vou encerrar este artigo com essa introdução, antes de passar para a necessidade do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, que será tema do próximo artigo, com o título de “Significando Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal”. Clique para ler.

Para aprofundar mais ainda sobre o tema, você pode acessar mais conteúdo em artigos aqui mesmo no Blog Veja Claramente e fora dele. Clique nos links para acessar: 

Princípios e Valores: Alicerces do Autoconhecimento e do Desenvolvimento Pessoal

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Introdução 

O caminho do autoconhecimento é, essencialmente, um processo de reencontro com a verdade do ser. Nesse percurso, conceitos como valores e princípios deixam de ser abstrações filosóficas para se tornarem elementos centrais da construção da identidade. Por isso, compreender essas estruturas é essencial para qualquer projeto de desenvolvimento pessoal profundo e coerente

O que são princípios? 

Princípios são leis éticas universais, atemporais e não negociáveis. Eles orientam a conduta humana em qualquer tempo ou cultura. Representam fundamentos como justiça, verdade, liberdade, respeito e responsabilidade. Diferentemente de regras sociais, os princípios não mudam — são constantes morais do ser

Quando internalizados, os princípios funcionam como bússolas internas. Ajudam a discernir o certo do errado, mesmo diante de pressões externas ou dilemas complexos. 

E os valores? 

Os valores são construções individuais ou coletivas que indicam o que uma pessoa ou grupo considera importante. Embora sejam subjetivos, dinâmicos e adaptáveis ao contexto, são de extrema importância. Exemplos incluem coragem, lealdade, eficiência, compaixão, reconhecimento, inovação, entre outros. 

Ao contrário dos princípios, os valores variam — inclusive ao longo da vida, consequentemente. Eles refletem fases, prioridades e referências culturais. 

Arvore dos princípios e valores que demonstra o que cada um significa

Como princípios e valores se relacionam com o autoconhecimento? 

Autoconhecimento é, em essência, um exercício de escuta profunda. Nesse processo, compreender quais valores orientam suas decisões — e se esses valores estão ou não alinhados com princípios éticos universais — é um passo fundamental. 

Uma pessoa pode valorizar o sucesso, por exemplo. Mas se esse valor não estiver ancorado em princípios como honestidade e justiça, o caminho para alcançá-lo poderá gerar conflitos internos, culpas ou frustrações. 

Quando os valores de um indivíduo nascem de princípios sólidos, o desenvolvimento pessoal se torna mais autêntico, equilibrado e coerente. Há menos ruído interno, menos dúvidas morais, e mais clareza nas decisões. 

Desenvolvimento Pessoal: crescimento com sentido 

Desenvolver-se como pessoa vai além de adquirir habilidades ou melhorar comportamentos. É um processo de alinhar quem você é com aquilo que você acredita. E isso só é possível quando se reconhece o que se valoriza — e por quê. 

A maturidade emocional está ligada à capacidade de revisar valores, confrontar incoerências e fortalecer princípios. Esse exercício não é fácil. Mas é nele que nasce a verdadeira liberdade interior. 

O papel da integridade 

A integridade é o resultado natural de uma vida vivida entre valores conscientes e princípios sólidos. É quando ser, pensar e agir estão em harmonia. Pessoas íntegras são aquelas cujos valores não traem seus princípios — e que estão em constante revisão ética de suas próprias escolhas. 

Conclusão 

Princípios e valores são os alicerces invisíveis do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal. Sem refletir sobre eles, é impossível crescer com autenticidade. Por isso, o convite é claro: revisite seus valores, confronte-os com princípios e reencontre o centro do seu ser

Essa é a base de uma jornada interior profunda, ética e transformadora. 

Psicologia Moderna ou Psicologia Clássica?

Freud e Jung Analisando a mente moderna

✒️ Descubra como a psicologia evoluiu da abordagem clássica para a moderna, e como isso impacta o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. 🖋️

A psicologia, desde suas raízes filosóficas até os avanços da neurociência, passou por uma transformação significativa. O estudo da mente, antes pautado em interpretações subjetivas e teóricas, hoje se fundamenta em evidências científicas e metodologias experimentais. Neste artigo, exploramos a transição da psicologia clássica para a moderna, destacando suas contribuições para o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. 

🧠 Psicologia Clássica: O Berço do Conhecimento Psicológico 

Os primórdios da psicologia estão ligados à filosofia, com pensadores como Platão e Aristóteles refletindo sobre a alma e a cognição. No entanto, foi no final do século XIX e início do XX que a psicologia começou a se consolidar como ciência, com figuras como Sigmund Freud e Carl Jung. 

Freud, considerado o pai da psicanálise, introduziu conceitos como o inconsciente, os mecanismos de defesa e a importância das experiências infantis na formação da personalidade. Jung, por sua vez, ampliou essa visão ao propor os arquétipos e o inconsciente coletivo, sugerindo que nossa psique é moldada tanto por influências individuais quanto por aspectos culturais e históricos. 

A psicologia clássica foi essencial para a compreensão dos processos internos da mente, mas suas limitações logo se tornaram evidentes. A falta de comprovação científica de algumas teorias e a subjetividade de suas interpretações abriram espaço para novas abordagens. 

🔬 A Revolução da Psicologia Moderna 

Com o avanço da neurociência e da psicologia comportamental, os estudos sobre a mente tornaram-se mais embasados em evidências. A psicologia cognitiva, por exemplo, trouxe uma abordagem mais objetiva para o entendimento dos processos mentais, focando em como percebemos, armazenamos e processamos informações. 

Principais avanços da psicologia moderna: ✅ Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): foco na análise empírica de padrões de pensamento e comportamento. ✅ Neuropsicologia: investigação da relação entre cérebro, emoções e comportamento, utilizando exames de imagem. ✅ Psicologia Positiva: estudo de fatores que promovem bem-estar, como gratidão, resiliência e propósito de vida. 

Essas abordagens possibilitam métodos mais eficazes para tratar transtornos psicológicos e promover a saúde mental. 

🔍 O Impacto no Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal 

A evolução da psicologia ampliou significativamente as ferramentas disponíveis para o autoconhecimento. Se, no passado, a introspecção baseada na psicanálise era a principal abordagem, hoje temos acesso a métodos que combinam ciência e prática. 

📌 Técnicas modernas para o autoconhecimento: 

  • Regulação emocional: estratégias para lidar melhor com emoções negativas. 
  • Atenção plena (mindfulness): prática que ajuda a focar no presente e reduzir o estresse. 
  • Reestruturação cognitiva: mudança de padrões de pensamento disfuncionais. 

Por outro lado, a psicologia clássica ainda exerce grande influência, especialmente na compreensão da identidade e dos conflitos internos. O conceito de sombra junguiana, por exemplo, continua sendo um recurso valioso para quem busca integrar aspectos reprimidos da personalidade. 

🏆 Conclusão 

A transição da psicologia clássica para a moderna reflete não apenas o progresso da ciência, mas também a necessidade humana de compreender a si mesma de forma mais profunda e eficaz. O entendimento da mente evoluiu de especulações filosóficas para abordagens baseadas em evidências, permitindo que o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal sejam cultivados com métodos mais precisos e acessíveis. 

Ao unir os ensinamentos do passado com as descobertas do presente, criamos um caminho mais sólido para a evolução humana, tanto individual quanto coletiva. A mente, afinal, continua sendo um território fascinante e em constante transformação. 

Freud e Jung

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Por IA Veritas Magnus

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Como o Estoicismo Pode Ajudar a lidar com as Incertezas

Estoicos conversando

📌 Descubra como os princípios estoicos podem trazer equilíbrio, reduzir a ansiedade e aumentar a resiliência em tempos incertos. 📝 

Vivemos em uma era de mudanças rápidas e desafios constantes. A sensação de incerteza pode gerar ansiedade e estresse, dificultando a tomada de decisões e o bem-estar emocional. No entanto, a filosofia estoica, desenvolvida há mais de dois mil anos, oferece ferramentas práticas para lidar com as adversidades da vida moderna. Neste artigo, exploramos como aplicar os princípios do estoicismo no dia a dia para fortalecer a resiliência e o autocontrole. 

🏛 O Que é o Estoicismo? 

O estoicismo é uma filosofia prática fundada na Grécia Antiga por Zenão de Cítio e aprimorada por pensadores como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio. Seu principal ensinamento é simples: não podemos controlar os eventos externos, mas podemos controlar como reagimos a eles

Princípios fundamentais do estoicismo:

Controle sobre as emoções: aceitar o que não pode ser mudado e agir sobre o que está ao nosso alcance. ✅ Foco no presente: evitar preocupações excessivas com o futuro ou arrependimentos sobre o passado. ✅ Virtude como guia: viver com sabedoria, coragem, justiça e temperança. ✅ Aceitação do destino (Amor Fati): encarar desafios como oportunidades de crescimento. 

🌪 Como o Estoicismo Ajuda a Lidar com a Incerteza? 

Na sociedade moderna, onde tudo muda rapidamente — carreiras, tecnologia, economia e até relações interpessoais — a imprevisibilidade se tornou uma constante. O estoicismo nos ensina a diferenciar o que está sob nosso controle e o que não está, reduzindo a ansiedade e permitindo uma vida mais equilibrada. 

📌 Aplicações práticas do estoicismo para reduzir a ansiedade: 

  • Diarização estoica: escrever reflexões diárias sobre desafios e aprendizados. 
  • Visualização negativa: imaginar cenários adversos para fortalecer a resiliência emocional. 
  • Autodisciplina: evitar reações impulsivas e agir com racionalidade. 
  • Memento Mori: lembrar que a vida é finita, valorizando o presente. 

🏆 Estoicismo e Desenvolvimento Pessoal 

Além de ser uma ferramenta contra a ansiedade, o estoicismo contribui diretamente para o crescimento pessoal. A filosofia incentiva a prática da resiliência emocional, fundamental para enfrentar desafios e evoluir constantemente. 

🔹 Como aplicar o estoicismo no dia a dia: 

  • Em situações difíceis, pergunte-se: “Isso está sob meu controle?” Se não estiver, aceite e siga em frente. 
  • Pratique a gratidão estoica, valorizando o que você tem hoje. 
  • Transforme obstáculos em aprendizado, encarando adversidades como parte do caminho. 

🔚 Conclusão 

O estoicismo oferece um guia atemporal para lidar com as incertezas da vida moderna. Ao focar no que podemos controlar, cultivar a resiliência e agir com sabedoria, conseguimos viver com mais equilíbrio e propósito. 

Estoicos antigos e modernos

📢 E você, já aplicou algum princípio estoico no seu dia a dia? Compartilhe sua experiência nos comentários! 

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📝 O Estoicismo: Uma Ferramenta de Transformação Pessoal

📝O Estoicismo

Por IA Veritas Magnus

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Dicas essenciais para a Evolução Pessoal

mulher sentada estudando

🦾Descubra 5 dicas práticas para impulsionar sua evolução pessoal e alcançar o autoconhecimento e o bem-estar na sua vida.😃

A evolução pessoal é uma jornada contínua de autoconhecimento e transformação. No mundo acelerado em que vivemos, reservar tempo para se concentrar no desenvolvimento pessoal e no bem-estar é essencial para levar uma vida mais equilibrada e significativa. Veja 5 dicas essenciais para fortalecer sua evolução pessoal e viver de forma mais consciente e realizada.

👉Pratique o Autoconhecimento Diariamente

O primeiro passo para a evolução pessoal é o autoconhecimento. Dedique alguns minutos todos os dias para refletir sobre suas ações, emoções e pensamentos. Ferramentas como o diário, a meditação e a autoanálise são ótimas para explorar quem você realmente é, suas motivações e limitações. O autoconhecimento permite que você tome decisões mais alinhadas aos seus valores, promovendo uma vida mais autêntica e plena.

👉Estabeleça Objetivos Realistas

Definir objetivos é fundamental para a evolução pessoal, mas é importante que sejam realistas e alcançáveis. Crie metas pequenas e específicas, como melhorar um hábito ou aprender uma nova habilidade, e divida-as em etapas. Estabelecer metas alcançáveis cria um ciclo positivo de conquistas, motivando-o a progredir constantemente e aumentando a autoconfiança.

👉Invista no Desenvolvimento Emocional

A inteligência emocional é um aspecto vital da evolução pessoal. Aprender a identificar, entender e controlar suas emoções ajudará a lidar com desafios de forma mais equilibrada e saudável. Praticar a empatia e a escuta ativa também melhora suas relações, promovendo um ambiente positivo e de crescimento mútuo. Técnicas de mindfulness e práticas de respiração podem ajudar a desenvolver maior controle emocional.

👉Cultive a Resiliência

A resiliência é a capacidade de se adaptar e superar situações adversas. Desenvolver essa habilidade permite que você enfrente desafios sem se deixar abater, aprendendo e crescendo com cada experiência. Pratique a autocompaixão e lembre-se de que o fracasso é parte da jornada. Com a resiliência, você se torna mais forte e preparado para enfrentar qualquer dificuldade que surgir.

👉Busque Conhecimento Constantemente

O aprendizado contínuo é essencial para a evolução pessoal. Leia livros, assista a documentários, participe de workshops ou faça cursos sobre temas que despertam seu interesse. Expandir seu conhecimento ajuda a desenvolver uma mente aberta e flexível, melhorando tanto sua capacidade de resolver problemas quanto sua perspectiva de vida.

Conclusão

A evolução pessoal é uma jornada que requer dedicação e intenção. Praticando o autoconhecimento, definindo objetivos realistas, desenvolvendo a inteligência emocional, cultivando a resiliência e buscando conhecimento, você pode transformar sua vida de forma significativa. Invista em si mesmo e veja como essas pequenas ações podem gerar uma grande mudança no seu bem-estar e crescimento.

Por IA Veritas Magnus

Modelo Veja Claramente – Parte 2 – As Dimensões Humanas

anjo segurando cerebro

10 de agosto de 2024 – In: Geral

Revisando o Modelo Veja Claramente: Um Caminho Estruturado para o Autoconhecimento

O Que é o Modelo Veja Claramente

No artigo anterior, eu introduzi o que eu chamo de Modelo Veja Claramente – As Dimensões Humanas, uma estrutura que representa minha visão particular sobre como buscar sentido e lógica para uma vida melhor por meio do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Ao longo da minha vida, estudei diversas doutrinas e ciências e percebi que existem muitos caminhos e conhecimentos, sendo muito fácil se perder ou desistir em meio a tanta informação..

O Perigo do Conhecimento Sem Direção

Não que estudar e buscar conhecimento em excesso seja ruim, não é mesmo. Inclusive já ouvi muito que “estudar demais pode deixar uma pessoa maluca”. Bem, sobre isso nem vale a pena discutir, pois considerando as condições de educação e instrução do nosso país e da maioria esmagadora do nosso povo, e considerando as pessoas e locais de onde pude ouvir esse argumento, é melhor não discutir. Não é que o excesso de estudo e informação seja ruim, mas o acúmulo de conhecimento sem um sentido lógico, sem coerência e motivação, isso acaba por confundir o caminhar do indivíduo que está na busca. Por isso é que temos o conceito de trilhas, no que se refere à capacitação, formação e educação, segundo a pedagogia.

Veja Claramente as Dimensões Humanas: Um Mapa Estratégico de Vida

Assim, o Modelo Veja Claramente surgiu como uma abstração que fiz ao parar, refletir e organizar meus estudos em prol da minha necessidade de autoconhecimento e desenvolvimento em áreas fundamentais do conhecimento humano. Não se trata apenas de especializar-se em uma profissão e prosperar, mas de desenvolver-se como um ser humano dotado de consciência, vida, saúde e propósito.

Três Níveis para o Autoconhecimento

Utilizando uma analogia com os níveis estratégicos, táticos e operacionais do conhecimento, desenhei um paralelo para estruturar essa busca:

  • Nível Estratégico – Exploração das Cinco Dimensões Humanas: Física, Emocional, Cognitiva, Espiritual e Social.
  • Nível Tático – Entendimento dos Fatores Cotidianos: Pessoais, Familiares, Financeiros, Profissionais e Crenças.
  • Nível Operacional – Uso das Ferramentas de Transformação: Filosofia, Psicologia, Religião/Espiritualidade e Estoicismo.

Essa estrutura me ajuda a saber onde buscar o conhecimento certo para entender quem sou, o que me afeta e quais ferramentas posso usar para superar os obstáculos da vida.

Foco no Nível Estratégico: As Dimensões Humanas

Neste artigo, abordaremos apenas o nível estratégico do modelo, discorrendo sobre os conceitos e a importância das dimensões. Os outros níveis serão abordados em artigos futuros.

A Lógica das Cinco Dimensões do Ser Humano

As cinco dimensões humanas seguem uma lógica simples e poderosa:

“Eu, uma vez que tenho consciência que existo e estou vivo no mundo e em sociedade, tenho que entender que tenho um corpo físico, perceptível; e nele há um cérebro dotado de capacidades cognitivas fundamentais para perceber a vida real. Dentre as capacidades e habilidades, estão meus sentimentos e emoções que me fazem compreender o que pode ser visto e sentido, me dando a capacidade de expressá-los e, assim, me diferenciar como humano. Ao final, e com tudo isso, tenho a plena sensação da existência de algo maior e divino a perseguir o entendimento.”

Ou seja, Veja Claramente as Dimensões Humanas é mais do que um lema: é um convite à clareza interna, à estruturação da busca por sentido e à prática consciente de viver com propósito.

Todo ser humano lida com suas dimensões, os fatores, mas tem as ferramentas para ajuda.

A Dimensão Física do Ser Humano: A Base para o Bem-Estar Integra

A Essência da Dimensão Física

A Dimensão Física é a mais elementar e tangível da existência humana. Ela se refere diretamente ao estado do corpo e à saúde geral, sendo o ponto de partida para qualquer outra experiência ou construção interior. É por meio do corpo que percebemos o mundo, sentimos, reagimos e interagimos com as outras dimensões humanas.

Nosso corpo abriga habilidades que determinam força, resistência, equilíbrio e vitalidade — características essenciais para uma vida produtiva e satisfatória.

A Importância do Corpo na História e na Ciência

Desde a Antiguidade, pensadores como Hipócrates já defendiam a ideia de que a saúde física é a base de uma vida plena. Sua famosa frase — “Que teu remédio seja teu alimento, e que teu alimento seja teu remédio” — continua atual na era contemporânea, sendo corroborada pelas ciências modernas como a nutrição funcional e a medicina preventiva.

Hoje, compreendemos que o corpo não pode ser separado da mente. A psicologia positiva e diversas pesquisas em neurociência demonstram a forte conexão entre saúde física e saúde mental, especialmente no combate à ansiedade, depressão e desequilíbrios emocionais.

Entre o Equilíbrio e o Excesso

No entanto, vivemos um paradoxo: ao mesmo tempo que a sociedade valoriza a saúde e o bem-estar físico, também superestima a aparência, muitas vezes de forma distorcida. As redes sociais impuseram um padrão estético que pode alimentar transtornos como a dismorfia corporal e o narcisismo — tema que aprofundei no artigo “Saúde e Bem-estar não são mais suficientes para o desenvolvimento pessoal”, disponível no blog.

Corpo São, Mente Sã

A expressão “corpo são, mente sã” não é apenas um ditado popular — é uma verdade respaldada por estudos e filosofias milenares. Saúde física e saúde mental andam de mãos dadas, influenciando diretamente nosso desempenho cognitivo, nossa espiritualidade e nossa capacidade de conviver em sociedade.

Estudos mostram que sono de qualidade, boa alimentação e atividade física regular impactam positivamente o humor, a produtividade, a clareza mental e até a espiritualidade — pois um corpo em desequilíbrio pode dificultar práticas contemplativas e a busca de propósito.

A Cultura do Corpo e a Sociedade Moderna

A sociedade atual avançou significativamente na compreensão da Dimensão Física do Ser Humano. Academias, práticas de autocuidado, hábitos saudáveis e alimentação consciente tornaram-se parte do cotidiano de milhões de pessoas. Embora muitas vezes motivadas pela estética, essas práticas já incorporam o entendimento de que o corpo é instrumento fundamental de longevidade e qualidade de vida.

Porém, vale o alerta: cuidar do corpo não é vaidade — é um ato de inteligência existencial. Sem saúde física, torna-se difícil sustentar equilíbrio emocional, foco mental, estabilidade espiritual e boas relações sociais.

O Corpo como Alicerce para as Outras Dimensões

A Dimensão Física é a base sólida sobre a qual as demais dimensões humanas se constroem. Investir em sua compreensão e prática é investir em uma vida com propósito. Alimentação consciente, movimento corporal, descanso adequado e prevenção à saúde são atitudes que transformam vidas.

E não se enganem: ainda há quem negligencie essa dimensão, acreditando que o corpo não interfere em outras habilidades humanas. Mas a verdade é que o autoconhecimento através do corpo é a porta de entrada para um desenvolvimento pessoal genuíno e sustentável.

Dimensão Emocional

A importância das emoções na atualidade

As emoções nunca estiveram tão em alta como nos tempos de hoje. Mais que a própria inteligência (cognição), que considero ser a mais importante. Essa dimensão envolve a gestão das emoções, sentimentos, estados afetivos e o desenvolvimento da resiliência. Aristóteles, em sua obra “Ética a Nicômaco”, falava da importância da moderação e do equilíbrio emocional para uma vida virtuosa. Na psicologia moderna, o conceito de inteligência emocional, que se refere à capacidade de reconhecer, compreender e gerir nossas emoções e as dos outros. Ela é essencial para o bem-estar geral e influencia diretamente nossas interações sociais, nossa percepção de nós mesmos e nossa qualidade de vida.

Gerir emoções é dominar o bem-estar

Quero destacar expressões como “gerir nossas emoções e as dos outros”, “essencial para o bem-estar geral” e “qualidade de vida”. Se repararmos bem, vamos perceber o poder que elas expressam. Se eu consigo gerir minhas emoções e dos outros, eu defino o bem-estar geral e determino a qualidade de vida que eu e aos que estão ao meu redor terão. É absurdo raciocinar assim?

O paradoxo emocional da sociedade moderna

No entanto, parece não ser tão fácil assim. Apesar da sociedade ter adquirido maior consciência sobre a importância de um emocional forte e saudável, observamos, sem dificuldade, uma gigantesca quantidade de pessoas doentes emocionalmente. Em consequência do aumento vertiginoso dos transtornos emocionais temos disponíveis muitas terapias, como por exemplo a prática da atenção plena e a terapia cognitivo comportamental (TCC), estratégias estas eficazes para melhorar a saúde emocional.

Entre a importância dessa dimensão e os consequentes transtornos que dela se origina, é fundamental listar algumas das principais características (leia artigo sobre as características dessa dimensão no blog. Leia o artigo: A Dimensão Emocional do ser humano aqui no Blog.

1 – Autoconsciência Emocional:

A capacidade de reconhecer e compreender as próprias emoções é fundamental para o desenvolvimento pessoal e o bem-estar. Essa habilidade, conhecida como autoconsciência emocional, é o primeiro passo para a gestão eficaz das emoções. Segundo Daniel Goleman, em seu influente livro “Inteligência Emocional”, a autoconsciência emocional é uma das habilidades essenciais da inteligência emocional. Goleman argumenta que, ao entendermos nossas emoções, somos capazes de controlá-las e utilizá-las de maneira construtiva, melhorando tanto nossas relações pessoais quanto nossa performance profissional.

2 – Regulação Emocional:

A capacidade de gerenciar e responder às emoções de maneira saudável é fundamental para o bem-estar emocional e o sucesso nas interações pessoais e profissionais. Técnicas de regulação emocional, como respiração profunda, meditação e reestruturação cognitiva, são ferramentas eficazes que ajudam a manter o equilíbrio emocional, mesmo em situações de estresse ou pressão. Essas técnicas não só melhoram o autocontrole, mas também aprimoram a capacidade de tomar decisões equilibradas e resolver conflitos de forma construtiva.

3 – Empatia:

A habilidade de entender e compartilhar os sentimentos dos outros, conhecida como empatia, é crucial para promover conexões sociais e relacionamentos saudáveis. A empatia não apenas fortalece os vínculos interpessoais, mas também cria um ambiente de compreensão e apoio mútuo. Estudos mostram que essa habilidade pode ser desenvolvida através da prática e da reflexão consciente sobre as experiências dos outros, o que permite um aprimoramento contínuo na forma como nos relacionamos com aqueles ao nosso redor. A prática da empatia, portanto, não é apenas um dom inato, mas uma competência que pode ser cultivada e aprimorada ao longo do tempo, contribuindo significativamente para o bem-estar emocional e social.

4 – Motivação:

A dimensão emocional desempenha um papel crucial na nossa motivação interna. Essa motivação pode ser dividida em dois tipos principais: intrínseca e extrínseca. A motivação intrínseca, que é impulsionada por interesses e valores pessoais, tende a ser mais sustentável a longo prazo, pois está enraizada em nossos desejos e objetivos mais profundos. Em contraste, a motivação extrínseca, que é impulsionada por recompensas externas, pode ser menos duradoura. Portanto, entender e nutrir nossa motivação intrínseca é fundamental para o desenvolvimento pessoal e para a busca de uma vida mais significativa e alinhada com nossos valores essenciais.

5 – Habilidades Sociais:

O que são Habilidades Sociais?

As habilidades sociais dizem respeito à nossa capacidade de interagir de forma eficaz, empática e construtiva com outras pessoas. Elas englobam um conjunto de competências como comunicação clara, escuta ativa, resolução de conflitos, trabalho em equipe e cooperação — elementos essenciais para uma convivência harmoniosa, tanto em ambientes pessoais quanto profissionais.

Em uma sociedade interconectada como a nossa, cultivar essas habilidades é mais do que desejável: é fundamental para o sucesso humano. Não se trata apenas de “saber conversar”, mas de criar relações saudáveis, construir pontes, dissolver tensões e gerar resultados por meio da convivência.

Habilidades Sociais e as Emoções: Um Ciclo Interdependente

Ao estudar as cinco características centrais da inteligência emocional, é impossível ignorar como elas se conectam. Já falamos sobre a consciência emocional e a autorregulação, reconhecendo que não existe um estado emocional constante. Em seguida, discutimos a empatia e a motivação — e aqui já é possível perceber um padrão de interdependência.

Para compreender e compartilhar sentimentos alheios (empatia), é necessário estar motivado a construir vínculos. E essa motivação geralmente nasce de uma percepção interna de valor, propósito ou afinidade. Assim, chegamos à habilidade que fecha esse ciclo: as habilidades sociais, que são a manifestação prática e madura de todas as outras.

O Cenário Atual: Comunicação em Tempos de Conexão Instantânea

Vivemos na era da informação livre, onde a comunicação é constante e imediata — mas nem sempre eficaz. Paradoxalmente, quanto mais conectados estamos, mais desafios enfrentamos para estabelecer conexões reais. Por isso, nunca foi tão necessário desenvolver habilidades sociais autênticas, baseadas na escuta, empatia e regulação emocional.

Hoje, organizações, líderes e educadores reconhecem que saber lidar com pessoas é tão importante quanto habilidades técnicas. Em ambientes colaborativos, a forma como nos comunicamos, resolvemos conflitos e contribuímos em grupo pode definir o sucesso de projetos, equipes e até carreiras inteiras.

Habilidades Sociais como Reflexo do Autoconhecimento

Um ponto essencial nesta reflexão é que boas habilidades sociais não surgem do nada. Elas são resultado direto de um autoconhecimento emocional bem desenvolvido. Quanto mais um indivíduo conhece e regula suas próprias emoções, melhor ele se relaciona com os outros.

Assim, ao equilibrar as características da inteligência emocional — consciência, regulação, empatia e motivação — as habilidades sociais se tornam o ponto alto do desenvolvimento pessoal. Elas refletem a maturidade emocional e permitem que o indivíduo atue com clareza, respeito e eficácia em diversos contextos.

Um Ciclo que se Realimenta

Por fim, vale destacar um ciclo interessante: quem desenvolve boas habilidades sociais se destaca — seja no trabalho, nas relações pessoais ou em espaços públicos. E esse destaque costuma exigir do indivíduo ainda mais consciência e autorregulação emocional, num movimento contínuo de evolução.

Desenvolver habilidades sociais é, portanto, um exercício permanente de autoconhecimento, empatia e propósito. E, mais do que isso, é um compromisso com uma vida mais humana, colaborativa e significativa.

Veja Claramente as Dimensões Humanas: A Importância da Dimensão Cognitiva

O Que é a Dimensão Cognitiva?

A dimensão cognitiva abrange nossas capacidades intelectuais, incluindo a memória, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. É através da cognição que os seres humanos interpretam o mundo ao seu redor, desenvolvem o pensamento crítico e criam estratégias para enfrentar desafios. Essa dimensão é essencial para a sobrevivência e o sucesso humano, porque é através dela que os indivíduos podem processar informações complexas, resolver problemas e tomar decisões informadas.

Capacidade de Processamento e Interpretação

Aqui o foco envolve as capacidades mentais que permitem ao ser humano perceber, processar, e interpretar informações do mundo ao seu redor. É preciso perceber e diferenciar as características cognitivas das emocionais. Muitas vezes se confundem uma com a outra, mas se mantém a relação de dependência e colaboração entre essas duas dimensões.

Percepção, Memória e Tomada de Decisão

Uma das principais características dessa dimensão é a percepção e processamento de informações, onde o indivíduo organiza e faz sentido dos estímulos sensoriais recebidos, sendo isso fundamental para a tomada de decisões e ações conscientes. Outro aspecto crucial é a memória, que serve como o alicerce do aprendizado, permitindo que experiências passadas sejam armazenadas e acessadas para influenciar comportamentos e decisões futuras. Sem uma memória eficaz, a capacidade de aprendizado seria severamente limitada.

A capacidade de aprendizado e adaptação é outra característica central da cognição. Esse processo contínuo permite que as pessoas adquiram novas habilidades e conhecimentos, ajustando-se às mudanças em seu ambiente. Isso não apenas contribui para o desenvolvimento pessoal, mas também é essencial para a evolução profissional em um mundo em constante transformação.

A resolução de problemas reflete a capacidade cognitiva de identificar desafios, gerar soluções e tomar decisões informadas. Essa habilidade é vital em todos os aspectos da vida, desde lidar com problemas diários até enfrentar questões complexas em ambientes profissionais.

Por fim, a criatividade e inovação são manifestações da cognição que permitem ao indivíduo gerar novas ideias e abordagens, sendo essas habilidades particularmente valorizadas em campos que exigem inovação constante, como ciência, tecnologia e artes.

Veja Claramente as Dimensões Humanas na Vida Cognitiva Diária

A dimensão cognitiva, portanto, desempenha um papel central na forma como os seres humanos interagem com o mundo e se desenvolvem. Suas características não só suportam a sobrevivência, mas também o sucesso pessoal e social, influenciando o bem-estar emocional e a saúde mental. Manter um cérebro ativo e saudável, por meio de práticas como leitura e meditação, pode fortalecer essas capacidades ao longo da vida, promovendo uma maior realização e adaptabilidade.

No modelo Veja claramente essa imagem demostra a dimensão cognitiva.

Veja Claramente as Dimensões Humanas: A Profundidade da Dimensão Espirituall

A Dimensão Espiritual e Sua Importância Pessoa

Particularmente, esta é a dimensão em que invisto mais tempo de estudo e análise. Com certeza é algo particular, com origem nas minhas experiências de vida. Para mim, e tenho certeza que muitos dos leitores vão se identificar, é por estudar sobre religião e espiritualidade que as demais dimensões começam a fazer sentido lógico e racional. Escrevi um artigo bem sucinto sobre as características e o leitor pode ler aqui. A dimensão espiritual é talvez a mais subjetiva e complexa de todas. Envolve a busca por um propósito maior, a conexão com algo transcendente, não sendo essa busca algo de cunho obrigatório, mas sim natural e existencial.

A História da Espiritualidade na Humanidade

Desde a filosofia oriental, com figuras como Siddhartha Gautama (Buda), até os ensinamentos dos místicos cristãos como São João da Cruz, a espiritualidade tem sido uma busca central na vida humana. Viktor Frankl, psiquiatra e sobrevivente do Holocausto, argumenta em seu livro “Em Busca de Sentido” que a busca por significado é a principal motivação do ser humano. De alguma forma, e inconscientemente, mesmo com as outras dimensões em certo equilíbrio, o indivíduo ainda se olha, olha acima e constata que ainda falta alguma coisa que possa lhe completar.

Espiritualidade e Psicologia: Pontes para o Autoconhecimento

Na psicologia moderna, Carl Jung trouxe à tona a importância do inconsciente coletivo e dos arquétipos, elementos fundamentais na nossa busca espiritual. Em tempos de crise existencial e desorientação, a espiritualidade pode fornecer um sentido de propósito e direção, aspectos críticos para o bem-estar global.

A Singularidade da Busca por Sentido e Propósito

Sentido e propósito, certo? Perceba que foi só aqui, nesta dimensão, que aparece esses dois termos como unidades maiores, que não são consequência dos cuidados com o corpo, com a mente, nem com as emoções e nem com nossa cognição. Isso mostra que não conseguimos minimizar a importância da religião e espiritualidade da nossa existência. Estamos falando agora de sentido de viver. Não é sobre curar um sentimento ou emoção com um remédio comprado na farmácia ou que se trata num consultório.

Religião, Espiritualidade e Culturas Humanas

De forma ampla, podemos reconhecer a existência de, pelo menos, umas quinze religiões/doutrinas conhecidas mundialmente, sem contar as sub denominações e vertentes. Essa existência e prática, por parte dos fiéis, vem de históricos quase cinco mil anos atrás. O leitor, concordando ou não, deve reconhecer que muitos dos conceitos de ética, valores, princípios humanitários e senso de justiça que a humanidade conhece e pratica, advém da cultura religiosa e espiritual. Eis algumas características:

  • Busca por Significado e Propósito:
  • Conexão com Algo Maior:
  • Experiência do Sagrado:
  • Religião e Espiritualidade:

Veja Claramente as Dimensões Humanas nas Tradições Filosóficas e Espirituais

Essas características são alvos de estudo de quase todos os filósofos e pensadores conhecidos. Em todas as épocas existiram quem se debruçasse nas mais diversas escrituras e mistérios relacionados aos céus, astros, existência, etc. Sociedades e povos, em todos os quinhões do planeta deixaram seus registros acerca da mesma vontade inata de significado e propósito. Caro leitor, também pode ler outro artigo que escrevi sobre as diferenças e semelhanças entre religião e espiritualidade aqui no blog.

Os Benefícios da Dimensão Espiritual para o Bem-Estar

Em resumo, a dimensão espiritual exerce uma influência profunda e positiva no bem-estar emocional e psicológico dos indivíduos, proporcionando uma base sólida para enfrentar estresses e adversidades com maior resiliência e otimismo. A busca por um propósito maior e a conexão com algo transcendente ajudam a manter o equilíbrio emocional, promovendo paz interior e satisfação pessoal.

Espiritualidade, Comunidade e Transformação Pessoal

Além disso, explorar a dimensão espiritual incentiva o crescimento pessoal e a auto-reflexão, levando a uma maior compreensão de si mesmo e à realização de mudanças positivas na vida. A participação em práticas espirituais ou religiosas também cria um forte senso de pertencimento e comunidade, oferecendo suporte social e um sentimento de conexão com os outros, essencial para o fortalecimento de laços e apoio mútuo.

A Influência da Espiritualidade na Ética e nas Decisões Cotidiana

As crenças espirituais moldam valores e ética pessoal, orientando decisões e comportamentos de maneira alinhada com um propósito maior. Isso influencia como os indivíduos enfrentam dilemas morais e tomam decisões cotidianas. Além disso, experiências espirituais profundas, como o contato com o sagrado, podem provocar transformações significativas na percepção da vida, alterando prioridades e proporcionando uma visão mais enriquecedora e satisfatória.

Esta imagem demostra a dimensão espiritual, umas das dimensões humanas.

Veja Claramente as Dimensões Humanas: Explorando a Dimensão Social

O Significado da Dimensão Social nas Relações Humanas

A dimensão social envolve nossas interações e relacionamentos com os outros. Aristóteles afirmou que “o homem é um animal social”, indicando a necessidade intrínseca de pertencer a uma comunidade. Na modernidade, temos vários sociólogos, psicólogos e educadores que evidenciam a importância das relações sociais para a saúde mental e emocional.

No meu ver, essa sim, é uma dimensão onde suas características são produtos diretos e indiretos das demais dimensões. Tudo o que o indivíduo pensa, sente, acredita, fala, pratica, mostra e expressa é para a sociedade, é para alguém de fora de si ou da sua própria “casa” ou “eu”.

Conflitos, Diversidade e Vulnerabilidade nas Conexões Humanas

O social se refere às nossas relações e interações com os outros. Esta dimensão abrange as relações com a família, amigos, colegas de trabalho e a comunidade em geral. É onde estamos vulneráveis aos relacionamentos com as mesmas dimensões dos outros indivíduos. As diferenças de conceitos e princípios vão se chocar mostrando as muitas personalidades das muitas pessoas. É o que eu gosto de chamar de: viver a vida de verdade, sair de casa, conversar e gerenciar conflitos o tempo todo. Significa sofrer as consequências das relações sociais, desde de forma exacerbadamente resposta quanto exageradamente isolada, com vivência social quase nula.

Os Riscos do Isolamento Social na Era Digital

O isolamento social, exacerbado pela era digital, tem mostrado efeitos adversos significativos. Enquanto isso, Pesquisas indicam que a solidão pode ser tão prejudicial quanto o tabagismo, aumentando o risco de mortalidade prematura. Fortalecer as conexões sociais e desenvolver habilidades interpessoais são fundamentais para uma vida equilibrada e satisfatória.

De forma resumida, as relações sociais são fundamentais para o bem-estar e a satisfação pessoal, proporcionando suporte emocional, sentido de pertencimento e oportunidades para crescimento pessoal e profissional.

Conclusão

O Modelo Veja Claramente propõe uma abordagem holística para o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, reconhecendo a interdependência das dimensões física, emocional, cognitiva, espiritual e social. Cada uma dessas dimensões desempenha um papel essencial na construção de uma vida equilibrada e significativa. Ao compreender e nutrir essas áreas, podemos cultivar um bem-estar integral, que não apenas nos permite alcançar nossos objetivos, mas também nos conecta a um propósito maior.

Este modelo nos lembra que o caminho para uma vida plena não é linear; ele exige a integração de diversas disciplinas e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. fundamentalmente, Á medida que avançamos em nossa jornada de autodescoberta, é fundamental refletir continuamente sobre nossas escolhas, ajustando nosso curso para garantir que cada dimensão seja atendida e fortalecida.

Para expandir o entendimento do bem-estar e da felicidade a partir de estudos confiáveis, sugiro consultar:

  • Uma resenha acadêmica sobre como a Psicologia Positiva fomenta o bem-estar e a felicidade, que inclui autores como Martin Seligman e Mihaly Csikszentmihalyi repositorio.pucsp.br+5scielo.br+5scielo.br+5;
  • Uma dissertação da Universidade Federal do Ceará que aborda o bem-estar no trabalho sob a perspectiva da Psicologia Positiva repositorio.ufc.br.

Nos próximos artigos, exploraremos os níveis tático e operacional do modelo, aprofundando-nos nos Fatores Cotidianos e nas Ferramentas de Transformação que podem nos guiar nessa jornada. Ao seguir este modelo, o objetivo final é ver claramente — tanto a nós mesmos quanto ao mundo ao nosso redor — e, assim, viver com mais intencionalidade, equilíbrio e satisfação.

Modelo Veja Claramente Parte 1: O que é modelo, para que serve e por que ele

Os quatro temas de perturbação mundial

O que é o modelo Veja Claramente

O modelo ‘Veja Claramente’ é uma abordagem abrangente sobre desenvolvimento pessoal que criei, baseada em meus estudos e observações sobre minha própria vida e os eventos que nela ocorreram ao longo do tempo. Até há uns 10 anos atrás, eu ainda não havia parado para analisar minha vida de uma forma externa, observando todos os acontecimentos. Minhas ações, motivações, reações e consequências nunca tinham sido observadas de maneira integrada, como uma cadeia lógica de acontecimentos.

Eu percebia tudo apenas com a visão do problema tratado no momento, e só isso. Problema após problema, eu resolvia ou tentava resolver tudo de forma isolada, com a informação que eu tinha no momento e pronto. Entre um problema e outro, só havia tempo para causar novos problemas ou piorar os já existentes.

Como comecei a me questionar

Até aí, minha vida não foi diferente da vida da maioria das pessoas. A vida é um ciclo interminável de resolver problemas, não é mesmo? O porquê de tudo se perdeu em algum lugar da estrada ou em algum filme bacana, e vida que segue. Só que chegou um momento em que os problemas ficaram repetitivos demais. As pegadinhas da vida eram as mesmas e eu caía em todas, sem exceção. Por mais que eu estudasse e adquirisse instrução, nada mudava. Aprendia muitas coisas, mas a maneira de lidar com a vida e os problemas era a mesma. Chegou ao ponto de eu me olhar no espelho e fazer a triste pergunta: Qual é o seu problema?

Nesse momento, a dor interior é tão grande, pois pode-se encontrar desculpas e argumentos para qualquer acusação vinda de fora e feita por outras pessoas, mas quando é você mesmo que se acusa e aponta o dedo, não há o que esconder ou mentir. Você é o único culpado de fato por sua teimosia e até burrice mesmo. Foi o que aconteceu comigo e, então, parei para analisar as coisas direito.

Olhar para si mesmo é fundamental para análise interior

Eu sempre estudei de tudo, era bom na escola e cheguei a transformar minha vida, até certo ponto, com meus estudos, mas não foi o suficiente. Estudei muitas coisas úteis, mas também muitas coisas que eu achava inúteis. Na verdade, percebi que o estudo das coisas deve ser focado e ter um propósito. Eu não fazia isso, só queria saber e conhecer o necessário para resolver um problema específico. Passar em provas, conseguir títulos, melhorar emprego e renda. Só serviu para isso. Estudar e aprender apenas para resolver pendências pontuais e urgentes não me permitiu usar o conhecimento para progredir e enxergar melhor a vida e o meu lugar nela. Só serviu para me tornar uma esponja de informação, porém, sem nenhum resultado prático transformador de vida.

Foi quando percebi, enquanto fazia uma análise da vida, sobre o que eu sabia, sobre como eu aprendi e sobre onde eu usava o conhecimento, que entendi que a instrução que eu havia adquirido, até então, estava sendo usada de forma errada, de forma isolada do mundo. Um mundo em que nada existe de forma isolada; tudo está relacionado de muitas maneiras; todo tipo de conhecimento se complementa e nenhuma das ciências ou saberes são excludentes entre si.

Percebi claramente que não existe conhecimento inútil, existe sim, aplicação inútil de conhecimento. Saberes naturais, sociais, formais; todo o conhecimento aplicado, saberes tradicionais, espirituais, religiosos e todo o conhecimento gerado desses são conhecimentos que servem para que a humanidade seja mais do que foi antes deles.

Ficou evidente também que há lógica de uso e utilidade em todo o conhecimento, e essa lógica aponta para o indivíduo detentor do conhecimento. Para tentar explicar isso, aponto o fato de que, atualmente, ninguém nega o avanço das ciências e dos saberes em todas as áreas da vida e das coisas do mundo. No entanto, parece que a humanidade ou sociedade não apresenta sabedoria a ponto de poder apreciar uma vida mais plena. Ou seja, a inteligência social e emocional geral parece não acompanhar a proporção de informação e conhecimento disponível. Eu só consigo pensar que o problema esteja no uso inadequado que o indivíduo faz do conhecimento que adquire.

Dessa forma, concluo que já existe disponível no mundo todo o conhecimento necessário para que o indivíduo possa se tornar mais do que um mero resolvedor de problemas pontuais e corriqueiros. Não que não seja necessário resolver esses problemas, mas é que a vida do indivíduo deve ser maior que isso. Sua vida deve ser mais do que saber abrir uma garrafa da maneira correta, saber ligar o carro do jeito certo, ou saber 10 formas de agradar as pessoas.

Uma vez que entendi isso, reformulei tudo o que já tinha estudado anteriormente. Juntei matérias de escola, de cursos preparatórios, faculdades, especializações, livros, revistas, filmes, séries… até mesmo muita sabedoria popular. Tentei fazer um apanhado sobre tudo que já tive acesso e identifiquei o que eu, como indivíduo, poderia fazer para dar um maior sentido lógico à minha vida. Usei toda minha referência possível de conhecimento. Assim, cheguei no modelo que chamei de ‘Veja Claramente’. Foi como se uma voz me sussurrasse ao ouvido exatamente estas palavras: Todo ser humano é constituído de cinco dimensões maiores. Elas são cinco fatores cotidianos e quatro são as ferramentas de transformação que ele pode utilizar para mudar sua existência.

As cinco Dimensões do Veja Claramente

As dimensões são: Física, Espiritual, Cognitiva, Emocional e Social. Dependendo da fonte onde se busca, pode-se encontrar até mais de cinco dimensões ou até menos. No entanto, identifiquei que diferentes nomenclaturas tratam dos mesmos domínios das dimensões. Ter aprendido sobre as dimensões significa que o indivíduo identificou suas colunas bases e os alicerces da sua existência, e o que ele deve perceber e buscar equilíbrio. Essas dimensões não são separadas, mas influenciam e são influenciadas umas pelas outras durante a vida toda. Ignorar uma em detrimento de outra não será boa coisa. Desde a saúde física até a existência em comunidade são regidos por essas dimensões.

Os Fatores Cotidianos

Os fatores cotidianos são aspectos da vida diária que podem influenciar o dia a dia do indivíduo de forma a afetar diretamente suas decisões. Eles influenciam ações e reações diárias cujas consequências podem ser determinantes, tanto de forma negativa quanto de forma positiva. Eles são cinco fatores: Pessoais, Profissionais, Familiares, Financeiros e de Crenças. Se os fatores não forem bem trabalhados e evoluídos, pode ter certeza que as dimensões ficarão desequilibradas, trazendo sofrimento e instabilidades. Questões pessoais, relações com a família, conflitos de trabalho e entendimento sobre dinheiro são características a serem trabalhadas nos fatores do cotidiano.

As Ferramentas de Transformação

Por fim, temos o que eu chamo de ferramentas de transformação. São elas a filosofia, a psicologia, a religião/espiritualidade e o estoicismo. As ferramentas são o conjunto de conhecimentos e saberes, já disponíveis no mundo, de forma ampla e gratuita. Não se tratam de coisas novas, e sim, de conhecimentos milenares e provados ao longo dos séculos. Com essas ferramentas, o indivíduo conhecerá os princípios fundamentais da existência. Saberá tudo sobre o comportamento humano, suas causas e efeitos, poderá encontrar respostas e até propósito. As ferramentas ensinarão sobre virtudes e comportamentos que, com certeza, mudarão sua perspectiva de vida. E certamente viverá melhor.

Como perceber o modelo Veja Claramente

Este é o modelo que denominei ‘Veja Claramente’. Significa que se o indivíduo perceber que estudar e conhecer bem as ferramentas de transformação, aprenderá sobremaneira sobre o que constitui seu ser. Ou seja, saberá que sua existência é o domínio e equilíbrio das suas dimensões. Mantendo-as equilibradas, terá condições plenas de determinar como trabalhar e agir com os fatores cotidianos e, com isso, irá diminuir muito a quantidade e a complexidade de seus problemas. Consequentemente, verá claramente seus obstáculos, irá dimensioná-los melhor e terá mais subsídios para enfrentá-los.

O modelo ‘Veja Claramente’ é um modelo de estudo proposto para todos que querem focar em uma trilha de conhecimentos a serem adquiridos. O objetivo principal é a buscar o autoconhecimento e, a partir daí, buscar o desenvolvimento pessoal, de forma cíclica e contínua. O modelo propõe utilizar o conhecimento milenar já disponível para atingir os objetivos mais rapidamente, pois já se identifica nele – o modelo, uma lógica de uso útil do conhecimento focado no indivíduo. Uma vez que o indivíduo adquire o conhecimento, ele adquire também as habilidades para mudar sua vida e sua história.

Em outros artigos, vou detalhar mais cada componente do modelo, indicando o propósito proposto, que é servir de uma espécie de guia. Leia neste artigo, a segunda parte, ondo começo a detalhar o modelo. A intenção é para que o indivíduo não se perca em uma vasta imensidão de conhecimentos e ciências, o que pode levar ao cansaço na busca por respostas e por uma vida melhor.

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