💻 Pesquisa do MIT – Massachusetts Institute of Technology inova com nova tecnologia de IA que traz avanço em área da medicina clínica. Leia o artigo original publicado no portal do Instituto.
Sistema de IA pode acelerar pesquisa clínica


💻 Pesquisa do MIT – Massachusetts Institute of Technology inova com nova tecnologia de IA que traz avanço em área da medicina clínica. Leia o artigo original publicado no portal do Instituto.

🤔 Talvez você não seja tão diferente assim. Confira neste artigo, publicado na American Psychological Association, sobre como os pensamentos políticos polarizados podem assemelhar os de “pensamento diferentes”.

O conceito de home office híbrido vem ganhando cada vez mais destaque no mundo corporativo, especialmente após as transformações provocadas pela pandemia. Basicamente, o home office híbrido consiste em um modelo de trabalho que combina dias de atividade remota com dias presenciais na empresa. Essa modalidade busca unir o melhor dos dois mundos: a flexibilidade do trabalho em casa e a colaboração direta do ambiente físico.
Esse sistema permite que colaboradores organizem sua rotina de acordo com as demandas pessoais e profissionais, garantindo maior autonomia e qualidade de vida. Além disso, o home office híbrido promove uma adaptação às necessidades das empresas que desejam manter a produtividade sem abrir mão do contato interpessoal.
Historicamente, o regime híbrido surge como uma evolução do trabalho remoto tradicional, trazendo uma alternativa que responde às limitações do home office completo, como isolamento social e dificuldades na comunicação. Assim, o modelo híbrido torna-se uma solução estratégica para o futuro do trabalho.
A jornada híbrida de trabalho refere-se ao formato de distribuição das horas laborais entre o ambiente remoto e o presencial. Em outras palavras, trata-se da divisão da rotina entre o home office e a sede da empresa, que pode variar conforme as políticas internas, o perfil da equipe e as tarefas desempenhadas.
Essa jornada pode ser estruturada de diferentes formas, como dias fixos de presença na empresa alternados com dias de trabalho remoto ou um modelo flexível em que o colaborador escolhe onde atuar conforme suas demandas. O importante é que haja equilíbrio entre eficiência e bem-estar.
Do ponto de vista psicológico, a jornada híbrida ajuda a reduzir o desgaste mental e o estresse do deslocamento diário, promovendo melhor gestão do tempo e maior satisfação profissional. Contudo, exige disciplina, planejamento e comunicação eficaz para evitar ruídos e garantir a continuidade das atividades.

O regime híbrido funciona como um sistema de trabalho flexível, onde o colaborador alterna entre o escritório e sua casa, conforme regras estabelecidas pela empresa. Normalmente, a organização define quantos dias por semana ou por mês o profissional deverá comparecer presencialmente.
Essa alternância visa balancear produtividade e engajamento, aproveitando os benefícios do trabalho remoto, como conforto e economia de tempo, e do presencial, como a interação direta e o alinhamento rápido entre equipes.
Além disso, o regime híbrido requer infraestrutura tecnológica adequada para que o trabalhador remoto acesse sistemas corporativos com segurança e mantenha a comunicação ativa com colegas. As políticas de governança e compliance também precisam contemplar esse novo formato, garantindo direitos e deveres de ambas as partes.
Trabalhar em sistema híbrido significa desempenhar suas funções profissionais em ambientes distintos, alternando entre o escritório e o home office. Esse sistema promove flexibilidade, mas também demanda responsabilidade para cumprir metas e prazos independentemente do local.
Ao adotar esse sistema, o trabalhador precisa adaptar sua rotina, estabelecendo limites claros entre o trabalho e o descanso para evitar a sobreposição de tarefas. É importante que ele mantenha uma comunicação constante com a equipe para garantir alinhamento e sinergia.
Sob o ponto de vista organizacional, o sistema híbrido é uma resposta às novas demandas do mercado e à busca por modelos mais humanizados, que valorizam a autonomia e a qualidade de vida do colaborador sem abrir mão dos resultados.

O horário de trabalho híbrido é a programação definida para que o colaborador cumpra sua jornada em casa e no escritório. Esse horário pode ser fixo ou flexível, dependendo do acordo entre empresa e empregado, e busca garantir que as demandas sejam atendidas dentro dos prazos.
Frequentemente, o horário híbrido envolve blocos de tempo dedicados ao trabalho presencial, intercalados com períodos remotos, otimizando a produtividade. Essa divisão permite, por exemplo, realizar reuniões presenciais mais estratégicas e tarefas individuais em home office.
O horário híbrido também traz desafios, como o equilíbrio entre horários de trabalho e de descanso, e a necessidade de autocontrole para evitar excessos ou dispersão, especialmente quando o colaborador está em casa.
Embora o trabalho híbrido apresente muitos benefícios, algumas desvantagens podem surgir. Entre elas, destaca-se a dificuldade em manter a comunicação clara e constante entre equipes, especialmente quando parte do time está remota e outra parte presencial.
Outro ponto é o risco de desigualdade no tratamento de funcionários, com alguns se beneficiando mais da flexibilidade e outros enfrentando sobrecarga ou sensação de isolamento. Além disso, a gestão remota pode ser um desafio para líderes que não estão acostumados a acompanhar o desempenho à distância.
Problemas técnicos, como falhas de conexão e limitações na infraestrutura de home office, também podem impactar a produtividade. Por fim, a falta de um espaço adequado para o trabalho em casa pode comprometer o conforto e a concentração.
As regras para o trabalho híbrido devem estar claras no acordo entre empresa e colaboradores, garantindo direitos e deveres de ambas as partes. Normalmente, as políticas incluem definição de dias presenciais, horários, responsabilidade com equipamentos e manutenção da confidencialidade.
Também é importante estabelecer normas sobre a comunicação, uso das ferramentas digitais e controle de jornada, assegurando transparência e organização. Essas regras ajudam a evitar conflitos e promovem um ambiente de trabalho saudável e produtivo.
Além disso, a legislação trabalhista pode impor requisitos específicos para garantir segurança e saúde no trabalho, mesmo em home office, sendo fundamental que a empresa esteja alinhada a essas exigências.
O termo horário híbrido se refere à programação que combina períodos de trabalho presencial com momentos remotos. Essa forma de organizar o tempo é flexível e adaptável às necessidades tanto do empregador quanto do colaborador.
Por exemplo, o colaborador pode trabalhar das 9h às 14h no escritório e das 15h às 18h em home office, ou ainda escolher os dias em que estará presencialmente, conforme acordado previamente. Esse modelo valoriza a autonomia e a gestão eficiente do tempo.
O horário híbrido reflete uma mudança cultural importante, na qual o foco está no cumprimento de metas e resultados, e não apenas no controle de presença física.

O trabalho híbrido oferece inúmeras vantagens para empresas e colaboradores. Entre as principais, está a flexibilidade para equilibrar vida pessoal e profissional, o que aumenta a satisfação e reduz o estresse.
Além disso, o modelo pode elevar a produtividade, pois permite que o trabalhador escolha o ambiente mais adequado para cada tarefa, seja um espaço colaborativo no escritório ou a tranquilidade do home office.
Outro benefício importante é a redução de custos, tanto para empresas (com menos uso de infraestrutura) quanto para funcionários (economia de transporte e alimentação). Ainda, o trabalho híbrido favorece a inclusão de pessoas que têm dificuldades para deslocamento ou precisam de horários flexíveis.
| Vantagens | Desvantagens |
| Flexibilidade na rotina | Comunicação pode ser prejudicada |
| Maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional | Risco de desigualdade entre colaboradores |
| Economia de tempo e recursos | Desafios na gestão remota |
| Aumento da produtividade | Dependência de tecnologia |

Em um mundo onde acordar é sinônimo de deslizar o dedo pela tela, o simples ato de desconectar parece uma afronta ao ritmo moderno. Acordamos com notificações, adormecemos ao som de vídeos curtos, e cada momento de pausa é imediatamente preenchido por uma rolagem infinita. Com isso, as redes sociais, criadas para aproximar, nos acorrentaram à necessidade constante de validação e estímulo.
Mas o que essa constante exposição realmente nos custa? O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han nos alerta sobre a “sociedade do cansaço”, onde o excesso de estímulos gera exaustão emocional e mental. Em vez de estarmos mais informados, estamos mais dispersos; em vez de estarmos mais próximos, estamos mais ansiosos. Por isso, o “detox redes sociais” surge como uma proposta de resistência silenciosa a essa lógica da hiperconexão.
Desconectar, nesse contexto, não é apenas se afastar do digital. É reconquistar o espaço da presença real, da escuta interna e da atenção profunda. É dar-se o direito de existir sem ser observado, sem notificar, sem performar.

O termo detox redes sociais refere-se a um período de abstinência ou redução significativa no uso de plataformas digitais como Instagram, Facebook, TikTok, X (antigo Twitter) e outras. Assim como um detox alimentar busca limpar o corpo de toxinas acumuladas, o detox digital propõe uma limpeza da mente — saturada por estímulos, notificações e comparações constantes.
Essa prática é diferente de um detox de internet, que envolve desconectar de toda a rede online, incluindo e-mails e navegação. No caso do detox redes sociais, o foco está nas plataformas que atuam diretamente sobre os circuitos emocionais de recompensa, dopamina e autoimagem. Trata-se de um descanso estratégico da vitrine pública que essas redes se tornaram.
Filósofos como Zygmunt Bauman alertavam sobre o caráter líquido das relações modernas. Nas redes, nos conectamos com centenas de pessoas, mas mantemos vínculos frágeis, superficiais e efêmeros. O detox, nesse sentido, é também um reencontro com vínculos reais, profundos e significativos — inclusive com nós mesmos.
O uso intenso de redes sociais ativa no cérebro os mesmos circuitos de recompensa envolvidos em vícios como jogo, açúcar e até drogas psicoativas. A dopamina, neurotransmissor do prazer, é liberada a cada curtida, comentário ou notificação. Esse estímulo constante reconfigura o cérebro, criando um padrão de dependência.
Além disso, há o fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo). O usuário sente necessidade compulsiva de acompanhar tudo em tempo real, gerando estresse e ansiedade. O cérebro, sob esse estado contínuo de vigilância, perde a capacidade de foco e reflexão profunda — habilidades fundamentais para o pensamento crítico e o autoconhecimento.
Estudos da Universidade de Harvard indicam que o uso prolongado de redes sociais está associado à redução da massa cinzenta em áreas ligadas à regulação emocional e autocontrole. Em termos práticos, isso significa que quanto mais tempo passamos conectados, mais difícil se torna desconectar.

Ao iniciar um detox redes sociais, é comum experimentar sintomas de abstinência psicológica. Constantemente, a mente, habituada a ser constantemente estimulada, reage com inquietação, ansiedade e até irritabilidade. É como silenciar um ruído constante ao qual já estávamos acostumados.
Alguns relatam sensações de vazio ou tédio intenso, o que revela o quanto nossa dopamina estava atrelada a likes, comentários e conteúdo instantâneo. Essa fase inicial pode ser desconfortável, mas é passageira — e, sobretudo, reveladora. Ela nos mostra a dependência emocional que construímos em torno das redes.
Outros sintomas incluem insônia leve, dificuldade de concentração e até compulsão por checar o celular sem motivo. São sinais de que o sistema de recompensa cerebral está se reorganizando. Persistir é o segredo para alcançar os benefícios reais da desintoxicação digital.
Iniciar um detox redes sociais exige consciência e planejamento. Não se trata apenas de excluir aplicativos, mas de reprogramar rotinas e objetivos. Um primeiro passo é estabelecer um período inicial, como 3, 7 ou 30 dias, comunicando a decisão a pessoas próximas para evitar pressões sociais.
O filósofo estoico Epicteto já dizia que liberdade é poder dizer “não” a si mesmo. O detox é, nesse sentido, um exercício de domínio interno. É resgatar a autonomia sobre o próprio tempo, a própria atenção — hoje os recursos mais valiosos da vida moderna.
Após os primeiros dias de abstinência, os benefícios começam a aparecer. A mente fica mais leve, o sono se regula, e a atenção retorna. O foco melhora, e atividades simples como ler um livro ou conversar pessoalmente ganham nova profundidade.
Outro ganho é o fortalecimento da autoestima. Ao sair da lógica de comparação constante — onde vidas perfeitas são exibidas em filtros e recortes — o indivíduo reencontra seu valor real, não baseado em métricas sociais, mas em experiências autênticas. O detox, nesse sentido, é também um gesto de amor próprio.
Além disso, há um aumento na criatividade e na percepção do tempo. O filósofo Cal Newport chama isso de atenção profunda — a capacidade de mergulhar em tarefas complexas sem distrações. O detox redes sociais é a ponte para esse estado de presença plena, rara nos dias de hoje.
A verdadeira liberdade digital não está em eliminar as redes sociais, mas em usá-las com intenção e equilíbrio. Após o detox, é essencial estabelecer limites sustentáveis: horários fixos, dias offline, e até pausas sazonais mais longas.
Uma técnica útil é o “microjejum digital”: períodos curtos e frequentes sem exposição digital. Eles ajudam o cérebro a recuperar a autonomia entre os estímulos. Outra estratégia é praticar o journaling — escrever diariamente sobre as próprias emoções e objetivos sem mediadores digitais.
Como dizia Kierkegaard, “a comparação é o fim da felicidade e o início do desespero”. Libertar-se do vício das redes é interromper esse ciclo destrutivo e reconectar-se ao que realmente importa: tempo de qualidade, presença e verdade emocional.

Fazer um detox redes sociais é mais do que um descanso: é um reencontro. Um reencontro com o tempo desacelerado, com o corpo presente, com o pensamento não fragmentado. Eventualmente, e necessário olhar para o espelho sem filtros, para a vida sem algoritmos.
Neste silêncio digital, você ouve algo que havia sido silenciado: sua própria voz. E, curiosamente, ela nunca deixou de estar lá — apenas soterrada por memes, reels e comparações. Daí, percebe-se, então, que pausa revela o essencial.

A dimensão física refere-se ao cuidado com o corpo e à manutenção da saúde física. Ela inclui fatores como alimentação, atividade física, sono, hidratação e prevenção de doenças. Esta dimensão é a base para o funcionamento das demais — emocional, cognitiva, espiritual e social —, formando um alicerce para o equilíbrio e o desenvolvimento pessoal.
Nos últimos anos, a preocupação com a saúde física tem crescido significativamente, impulsionada por movimentos de bem-estar e pela necessidade de combater o sedentarismo, agravado pela pandemia de Covid-19.
De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em 2024, mais de 80% dos adolescentes no mundo continuam fisicamente inativos, enquanto adultos com estilo de vida sedentário enfrentam riscos elevados de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade. Isso coloca o movimento regular como um dos principais focos de campanhas globais de saúde.
Além disso, novos estudos publicados no Journal of Clinical Sleep Medicine reforçam a importância do sono de qualidade. A privação do sono afeta o sistema imunológico, prejudica a função cognitiva e eleva o risco de doenças metabólicas. Dormir entre sete e nove horas por noite é apontado como essencial para a manutenção da saúde física.
Na alimentação, as tendências apontam para o crescimento das dietas baseadas em plantas, com redução do consumo de ultraprocessados. O relatório Food Trends 2025 destaca que mais de 30% dos jovens adultos optam por dietas vegetarianas ou veganas, buscando melhorar a saúde, reduzir o impacto ambiental e prevenir doenças.

Atualmente, pesquisas demonstram a conexão direta entre a dimensão física e a saúde mental. Segundo a Harvard Medical School, exercícios físicos regulares liberam neurotransmissores como endorfina e serotonina, promovendo bem-estar emocional e reduzindo sintomas de depressão e ansiedade.
Além disso, manter uma rotina ativa melhora a qualidade do sono e fortalece o sistema imunológico, criando um ciclo virtuoso de saúde física e mental.
Apesar das evidências científicas, a sociedade enfrenta diversos obstáculos para cuidar da dimensão física. Entre eles, destacam-se o excesso de trabalho, o uso excessivo de telas, a alimentação inadequada e a urbanização, que limita o acesso a espaços verdes.
Em 2025, muitas cidades estão implementando políticas públicas para mitigar esses desafios, como a criação de ciclovias, parques urbanos e programas de incentivo ao esporte, visando estimular hábitos saudáveis.
Adotar práticas cotidianas pode fortalecer a dimensão física:

A dimensão física é a estrutura fundamental que sustenta todas as outras áreas da vida humana. Cuidar do corpo não é apenas uma questão estética, mas um compromisso com a saúde, a qualidade de vida e o bem-estar integral.
De acordo com o modelo Veja Claramente, a dimensão física está profundamente interligada com as demais dimensões humanas: emocional, cognitiva, espiritual e social. O equilíbrio físico favorece a estabilidade emocional, amplia a clareza cognitiva, fortalece os vínculos sociais e cria um terreno fértil para a busca de significado espiritual.
Quando negligenciada, a saúde física compromete não apenas o funcionamento do corpo, mas também o estado emocional, a capacidade intelectual, a conexão com o outro e o próprio senso de propósito. Por isso, investir na dimensão física é também investir no desenvolvimento pessoal como um todo, promovendo uma vida mais plena, alinhada e consciente.

😇 Segundo especialista, em entrevista à CNN Brasil, frequentar grupos religiosos está associado a uma redução de 50% na mortalidade geral. Leia ou assista a entrevista na íntegra clicando aqui. O link te levará ao artigo completo.

O estoicismo é uma filosofia desenvolvida na Grécia Antiga e consolidada em Roma por pensadores como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio. Seus princípios giram em torno da ideia de que devemos concentrar nossa energia apenas no que está sob nosso controle, cultivando a virtude, a razão e a resiliência emocional.
Nos últimos anos, o estoicismo experimentou um renascimento impressionante. Livros, cursos e perfis de redes sociais dedicados ao tema cresceram exponencialmente. Ademais, personalidades influentes como Bill Gates e Jeff Bezos declararam interesse por seus ensinamentos. Mas, além da moda intelectual, o estoicismo tem encontrado um espaço relevante em um campo inesperado: a psicoterapia moderna.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma das abordagens mais eficazes da psicologia contemporânea, possui raízes profundas no estoicismo. Aaron T. Beck, um dos criadores da TCC, já reconheceu a influência das ideias estoicas, especialmente as de Epicteto, sobre sua metodologia.
A filosofia estoica ensina que “não são as coisas em si que nos perturbam, mas a opinião que temos sobre elas“. Essa afirmação está diretamente alinhada ao princípio da TCC de que nossos pensamentos moldam nossas emoções e comportamentos.
Na prática, psicólogos vêm utilizando os princípios estoicos para ajudar pacientes a lidar com ansiedade, depressão, estresse e frustrações. Ao focar na aceitação da realidade e no controle das reações emocionais, os indivíduos aprendem a desenvolver um estado mental mais equilibrado e resiliente.

Um estudo recente conduzido por Alexander MacLellan, da Universidade de Bath, analisou o impacto de práticas estoicas em estudantes de medicina. Os resultados foram surpreendentes: houve uma redução significativa de pensamentos negativos, aumento da empatia e melhora no bem-estar emocional.
Outro achado relevante foi que a repetição de frases e reflexões estoicas, como os chamados “exercícios espirituais” — semelhante à meditação —, teve efeito calmante e organizador no sistema emocional dos participantes. Essa abordagem prática tem sido incorporada em sessões terapêuticas em vários países, inclusive no Brasil.
Além dos consultórios, o estoicismo tem sido amplamente utilizado em programas de coaching, grupos de apoio e treinamentos corporativos. Isso porque seus princípios são altamente adaptáveis a diferentes contextos:
Muitos terapeutas também relatam que o uso de textos estoicos — como o Manual de Epicteto ou as Meditações de Marco Aurélio — como leitura complementar ajuda os pacientes a encontrar novas perspectivas diante de seus desafios.
Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que o estoicismo pode ser mal interpretado. A popularização da filosofia em redes sociais tem gerado distorções, reduzindo o estoicismo a frases motivacionais vazias, como “engula o choro” ou “seja forte sempre”.
Essa abordagem superficial pode ser prejudicial, especialmente quando usada como desculpa para reprimir emoções ou evitar lidar com traumas. A verdadeira prática estoica, ao contrário, exige reflexão, humildade e comprometimento ético com o bem comum.
Por isso, terapeutas que adotam o estoicismo como ferramenta de trabalho enfatizam a necessidade de integrar seus ensinamentos de forma crítica, personalizada e ética — algo que deve ser orientado por profissionais capacitados.

O estoicismo deixou de ser apenas uma curiosidade filosófica e passou a ocupar um lugar legítimo na psicologia moderna. Isso porque seu foco na racionalidade, no autocontrole e na serenidade oferece recursos valiosos para lidar com as pressões do mundo atual.
Quando bem aplicado, o estoicismo pode ajudar a reduzir sofrimento emocional, fortalecer a resiliência e ampliar o autoconhecimento. Ele, no entanto, não substitui a terapia, mas pode potencializar seus efeitos — especialmente quando usado com responsabilidade e orientação profissional.
A filosofia de Epicteto e Marco Aurélio, longe de pertencer ao passado, mostra-se mais atual do que nunca, convidando-nos a uma vida com mais propósito, equilíbrio e liberdade interior.

👉 De acordo com matéria da BBC News, o estoicismo vem sendo utilizado por profissionais em suas terapias. Confira matéria publicada no site da BBC escrita por Mônica Vasconcelos. Leia também artigo do Veja Claramente sobre o assunto.

👉 David A. Cohen traz um texto excelente sobre Estoicismo. No site Brazil Journal, a matéria mostra como líderes atuais usam essa antiga filosofia em suas vidas de sucesso. Leia a matéria clicando aqui.

No artigo anterior, intitulado “A Vontade e os Princípios”, falei sobre o primeiro grupo essencial onde coloquei a Vontade, os Valores e os Princípios. Afirmei que o indivíduo deve abstrair tais conceitos para si, personalizar e definir suas bases estruturais a partir deles. Essa é a atividade primeira para que ele possa iniciar sua jornada de vida de forma independente e correta. Tendo isso pronto, ele deverá seguir considerando os conceitos identificados no segundo grupo: o de Autoconhecimento e o Desenvolvimento Pessoal.
Começo pelo Autoconhecimento com sua definição: conhecimento de si próprio, incluindo suas características, qualidades, imperfeições, sentimentos e tendências. Observe a definição e perceba a dificuldade. Vamos ser verdadeiros e deixar toda a hipocrisia de lado. É de uma dificuldade absurda olhar para si mesmo e definir uma lista honesta a respeito das próprias características. Mas é justamente isso que precisamos fazer e de forma urgente.
Começando com a parte do “Auto”, significa que só o indivíduo pode definir sua lista de características. Pense nisso: o que você mesmo, sem ajuda de ninguém pode dizer sobre você mesmo? Não é como um amigo próximo, sua mãe, seu irmão, filho ou esposa construírem uma lista sobre você e suas características. Sem mentiras e hipocrisia, o que você sabe sobre você mesmo?

Liste agora suas características, suas qualidades, imperfeições e sentimentos. Tem coragem? Tem que ter. Esse é o seu dever para que possa levantar informações suficientes e saber se está de acordo com seus princípios e valores. É disso que estou falando. Será que o que você sabe sobre si mesmo é suficiente e coerente? Faz sentido com o que realmente vive, pensa e pratica no dia a dia?
Para fazer esse exercício, junte tudo o que tem. Sua escolaridade, nível de instrução, sua bagagem de vida, suas habilidades de fato, todos os seus trabalhos, seus feitos, suas realizações, não aquilo que planejou e abandonou porque não conseguiu, mas aquilo que conseguiu fazer e que produziu efeitos reais. O que você aprendeu, o que sabe, conhece e pode confirmar como sendo conhecimento aprendido e enraizado.
Isso tudo serve para uma coisa: autoconhecimento. Em toda a vida, o que você sabe? Quais os conhecimentos você tem que definem sua qualificação do mundo? Em que lugar você está em comparação com os demais, em comparação com a sociedade ou a humanidade? Essa informação te coloca em um lugar no mundo, consegue entender isso?
É necessário e fundamental que o indivíduo saiba onde está em relação aos demais e à sociedade, sabe o porquê? Justamente para que se posicione com certeza e clareza, em qualquer meio, seja no seio familiar ou social. Conhecer a si mesmo define o valor da sua posição, das suas ideias e até da sua importância e influência no seu ciclo de vivência. O que afirmando é que, dependendo do que o indivíduo sabe, pensa e, principalmente, a forma como se comporta, está ligado diretamente ao que sabe, pensa e faz.
Ao contrário do que possa parecer, isso não é depreciante, ofensivo ou diminuente, mas sim a verificação de uma verdade fática. O indivíduo precisa saber onde está, em relação a si, primeiramente, depois em relação com a família e com a sociedade. Não ter ciência disso é prejudicial de muitas formas, pois cada pessoa emite, o tempo todo suas opiniões e sentimentos. Também, através de seus comportamentos, influenciam os demais de várias formas, conscientemente ou não. É só imaginar que pessoas próximas o ouvem, se inspiram e até tomam suas palavras como ideologias.
Perceba a força de impacto que é uma pessoa que não sabe nem o que é, o que pensa e o que sabe espalhando ideias, valores e condutas. Isso é comum pois isso é a vida. Imagine os comportamentos de manada que evidenciamos atualmente. Ou seja, aquele que não sabe o que é; e não sabe o que fala, quando espalha aos quatro ventos suas filosofias, o estrago é grande. Percebe a responsabilidade? Pois é, a maioria esmagadora ignora.
Uma vez que já temos agora a ciência da importância do autoconhecimento, é hora de falarmos sobre o passo à frente: o Desenvolvimento Pessoal. Começo pela definição: “Conjunto de técnicas e conhecimentos que visa melhorar a qualidade de vida e desenvolver as habilidades pessoais de cada pessoa, contribuindo com a construção do conhecimento humano e a realização de sonhos e aspirações”.
Considerando o que falei no artigo anterior e o que apresentei até aqui sobre autoconhecimento, na sequência do raciocínio lógico temos que: O indivíduo tem ciência que é um ser existente e consciente, tem princípios e valores definidos e se conhece bem ao ponto de se posicionar em relação a si próprio e à sociedade. Para sua caminhada de uma vida boa só é necessário agora:
São muitos os conceitos de desenvolvimento pessoal, mas este é simples e reúne bem os requisitos, pois as outras definições dirão quase que a mesma coisa, porém com palavras distintas.
Agora é hora de o indivíduo buscar no mundo aquilo que ele ainda não tem. Para qualquer caminho que ele decida ir, precisará dessa lista de coisas. É adquirindo tal lista de características ou propriedades, de forma cíclica e cumulativa, que ele viverá e existirá. A quantidade e a qualidade do conhecimento adquirido, e a devida aplicação na prática, determinarão a revisão de seus princípios, de seus valores, de forma que isso o guiará nas suas conquistas e realizações. Evidentemente, toda essa carga de conhecimento e sua aplicação na vida, contribuirá para o mundo assim como diz a definição. Desenvolvendo bem a si próprio, toda a sociedade se beneficiará. É assim que é.

Mas não é tão simples assim. Desenvolvimento pessoal demanda estudo pesado, dedicação, esforço. É necessário gasto considerável de energia do indivíduo para conquistar o conhecimento; primeiro de si mesmo e, consequentemente, dos conhecimentos do mundo. Quanto melhor o indivíduo se conhece, fez o trabalho de casa de se conhecer, o caminho de estudos e aquisição de conhecimento será melhor, mais definido. Porém, isso só não extingue a dor, sofrimento e o trabalho do desenvolvimento, pois ele nunca termina.
No mundo atual, da era da informação livre, gratuita e descentralizada pode até parecer que o indivíduo encontrará um caminho mais fácil para efetivar seu desenvolvimento, seja ele educacional, cultural e/ou tecnológico. Na verdade, o acesso à informação está sim mais fácil que em outras épocas, entretanto, os caminhos e possibilidades se multiplicaram, criando um excesso de opções a seguir. Sem contar no aumento da concorrência qualitativa nas profissões e áreas de realizações.
Mesmo assim, o indivíduo pode, hoje, independentemente da sua escolha, acessar todo o conhecimento da humanidade. Desde o conhecimento filosófico, histórico, psicológico e tecnológico até os conhecimentos transcendentais milenares. Escolhendo seu caminho, ele poderá adquirir todo conhecimento que precisa para evoluir como pessoa, individualmente e socialmente. E com todo conhecimento adquirido, vai se renovando, reciclando e evoluindo cada vez mais.
Assim é o desenvolvimento pessoal. De dentro para fora. Do indivíduo para a sociedade e vice-versa. A sociedade será tão boa quanto são bons seus indivíduos. A sociedade é formada por indivíduos e estes, formados por seus conhecimentos, princípios e valores. Boas pessoas formam boa sociedade, conquanto, boas sociedades fornecem bons ambientes para a contínua formação de boas pessoas. A relação é cíclica e contínua.
Não é possível que uma pessoa passe pela vida sem algum nível de evolução pessoal. Mesmo que não busque instrução e saber, uma pessoa não morre, depois de uma vida adulta, sem que não houvesse aprendido nada. Pode haver estagnação, mas sempre após um ponto em que já houve certa evolução a partir do nascimento. Sendo o desenvolvimento pessoal inevitável em algum nível, então que aconteça da melhor forma possível que o indivíduo busque instrução e evolução através dos estudos, da observação, da ação e aplicação dos conhecimentos adquiridos. Só assim poderá construir e realizar, para si e, consequentemente, para os seus e para a sociedade.
Com este artigo, eu concluo minhas observações a respeito daquilo que considero ser fundamental para que uma pessoa se reconheça, se defina e passe por esta vida de forma boa e produtiva. Isso passa por estudar, compreender e definir sua vida, baseados nos conceitos de Vontade, Princípios, Valores, Autoconhecimento e Desenvolvimento pessoal.
A meu ver, esses conceitos funcionam como uma linha lógica, e que cada ser deve entender o que significam e, a partir daí, internalizar e estabelecer suas bases para que seja possível o enfrentamento da vida como um todo. Quanto mais tarde fizermos esse exercício de definição, mais difícil e confuso será o caminho. Mas existem ferramentas efetivas que podemos usar para nos ajudar. Ao estudar e buscar conhecimento, qualquer pessoa perceberá que tudo que precisamos já foi pensado, testado, julgado e amplamente registrado. A filosofia e psicologia são exemplos disso. E são essas ferramentas que vou abordar em artigos subsequentes.
Acessem e leiam os demais artigos aqui do Blog e vamos caminhar juntos nos bons caminhos do desenvolvimento pessoal. Seja em textos ou em vídeos, sempre irei compartilhar e devolver, de alguma maneira, o que acho que possa a alguém ajudar.
